Me sustento dos sonhos antigos, despedaçados, que ficaram secando nos galhos. Reabsorvo-os e reaproveito-os, com fresca seiva correndo para recriar novos sonhos, montando sonhos antigos em vida.
Inspiro impurezas e isso não me faz mal algum. Transformo-as em puras e as libero através dos novos sonhos. Sempre renovando o ar.
Suporto climas severos e humildemente me escondo entre os que me rodeiam.
Retiro, do meu próprio chão, nutrientes necessários. Mesmo com pezinhos floresço onde fui plantada por uma mensageira. Mensageiras que agora vem me visitar recolhendo e espalhando vida.
Almejo crescer, mas não ultrapassar o limite dos que me rodeiam e ficar distante deles, mesmo entendendo a natureza de cada um.
Embora, às vezes deseje ser grande o bastante para não chamar atenção para eles se o perigo estiver por perto.
Procuro algo no céu, mesmo não o alcançando. Mas seres invisíveis me trazem até a terra tudo o que preciso.
Se me cortarem, serei esforçada em continuar florescendo, mesmo que me cortem constantemente, vou precisar florescer. Talvez não tão forte quanto antes, mas, com certeza, mais renovada!
Posso ser arrancada da minha terra e quando isso acontecer, eu vou chorar, por não estar mais ali. Mas sei que fui e serei usada como foi programado...
E um dia, quando a terra novamente cobrir meu corpo, a semente dentro dele, florescerá novamente.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Fluorescer
Como uma rede, pesco tudo que passa perdido pelo espaço. Abrigo tantas coisas que explodo em emoções e viro fogo feroz, queimando incandescente no céu.
Todos dizem que acham minha atitude bela, mas poucos param para me enxergar brilhando. De repente, caio em desejo de alguém. E caindo em terra fértil floresço com venenos e curas preparada para proteger e lutar por um ingênuo sonhador.
Todos dizem que acham minha atitude bela, mas poucos param para me enxergar brilhando. De repente, caio em desejo de alguém. E caindo em terra fértil floresço com venenos e curas preparada para proteger e lutar por um ingênuo sonhador.
sábado, 24 de julho de 2010
Roda-Gigante
A vida é uma enorme roda-gigante: o que sobe acaba descendo e o que desce acaba subindo. As coisas mudam e seguem um rumo natural com ou sem a sua intervenção. Conscientize-se de que o mundo não está contra ti, mas a vida segue e a sorte nem sempre será ao seu favor.
O universo tem suas próprias razões e caminhos por isso as energias cósmicas do universo devem ser avaliadas para que tu consigas entender as situações que te rodeiam.
Quando descer, desça com Amor e aceitação. Passará mais rápido. Afinal, a finalidade do ser humano é desenvolver o amor universal e para desenvolvê-lo precisamos aceitá-lo em nós mesmos primeiro.
O maior erro é buscar a perfeição antes do equilíbrio: o pôr-do-sol, as luzes da cidade, o mar no horizonte, toda a beleza do momento perfeito será arruinado se não houver equilíbrio na sua cadeira. Ela vai balançar, haverá medo, o momento não será apreciado. Buscando o equilíbrio, a perfeição vem.
Não pense que há perfeição em apenas um lado ou você cairá. Tenha equilíbrio e amor sempre, nos altos e baixos, mas não confunda equilíbrio com estabilidade e imobilidade. Equilíbrio é movimento! É jogar o corpo para um lado quando estiver caindo para o outro.
Foque na sua travessia, não ceda a pressões e medos alheios, ame, aproveite, aprecie, divirta-se. Não há motivos para desespero e gritarias. Uma hora o brinquedo vai ser desligado.
domingo, 6 de junho de 2010
Esperando o Frio Passar II
Ao cair do anoitecer
vejo lindas lembranças
entre as estrelas
Desejando que desça junto com o sereno
uma delas até você.
Lembrando da alegria
lembrando da sinceridade
deixando o calor envolver
e desenterrar no coração algo que enterre o esquecimento
Pois através do meu calor
consigo chegar às lembranças
e através do frio e do meu silêncio
é o mais próximo que consigo chegar de você...
Congelada no tempo!
vejo lindas lembranças
entre as estrelas
Desejando que desça junto com o sereno
uma delas até você.
Lembrando da alegria
lembrando da sinceridade
deixando o calor envolver
e desenterrar no coração algo que enterre o esquecimento
Pois através do meu calor
consigo chegar às lembranças
e através do frio e do meu silêncio
é o mais próximo que consigo chegar de você...
Congelada no tempo!
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Estrelinhas II
E como o sol, a verdade nascia e brilhava, desaparecendo com a escuridão da ignorância, da falta de conhecimento, da falta de entendimento, onde, sem enxergar, confiaríamos apenas em nós mesmos. As crianças saíam de suas casas seguras por aquela luz, e brincavam aquecidas por ela. Admiravam-na até o último momento e desviavam os olhares dela quando ela atingia seu ápice do meio-dia. Tão bela que constrangia. Tão verdadeira e forte que podia nos deixar cegos. A estrela-guia de nossas vidas, que iluminava todos os caminhos. Luz e energia.
E se alguém lhe desse as costas, veria apenas sua própria sombra. E um ser pequeno mais abaixo agradeceria pela sombra, refresco da vida, descanso da incandescente luz. A sombra que lhe permitiria enxergar mais para o além, não ferindo seus olhos, nem perturbando a visão.
E se esse ser desse as costas e essa sombra, creria que ela iria continuar dando essa sensação de bem estar, encobrindo-o.
Para agüentar a luz intensa da verdade, deve-se estar preparado para vê-la brilhar no nosso céu todos os dias.
E acreditar que pode-se viver apenas de escuridão é acreditar que não existe nada mais além que faça a sombra querida se materializar no chão.
Boa quarta-feira! :D
E se alguém lhe desse as costas, veria apenas sua própria sombra. E um ser pequeno mais abaixo agradeceria pela sombra, refresco da vida, descanso da incandescente luz. A sombra que lhe permitiria enxergar mais para o além, não ferindo seus olhos, nem perturbando a visão.
E se esse ser desse as costas e essa sombra, creria que ela iria continuar dando essa sensação de bem estar, encobrindo-o.
Para agüentar a luz intensa da verdade, deve-se estar preparado para vê-la brilhar no nosso céu todos os dias.
E acreditar que pode-se viver apenas de escuridão é acreditar que não existe nada mais além que faça a sombra querida se materializar no chão.
Boa quarta-feira! :D
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Amigos de Biblioteca
Lembro de todas as conversas que tivemos... Primeiras conversas sobre o gosto de cada um, interesses, objetivos, sonhos, jeito de pensar... Primeiras histórias sobre traumas e sobre vitórias, histórias cômicas e, mesmo que, histórias tristes, formas alegres de contá-las. Formas cheias de esperança, consolo, conforto e fé em um futuro melhor. Tudo muito novo. Até o passado se desvendar completamente, como um livro maravilhoso que acabamos de ler.
E quando fui recontar tal conto, uma vez muito importante, recebi um sonoro “Você já contou essa”, como se aquilo não fizesse mais parte da minha história apenas porque foi lida uma vez. Agora é só esperar pelas novidades que ainda não foram escritas, para atualizar o meu histórico e dividir novas histórias com aqueles amigos. Mas ao mesmo tempo em que atualizo com novos contos, eles também atualizam. E mudamos constantemente. E as histórias se desencontram.
Às vezes, pulamos uma página sem querer e não entendemos como a história tomou um rumo diferente. Estamos cansados demais crendo que mais tarde tudo será explicado na última pagina.
Não temos mais tempo para ler contos novos, estamos ocupados demais escrevendo os nossos...
Então se quisermos fazer parte dos contos novos dos amigos ou se quisermos esses amigos nos nossos contos, teremos que manter contato. Ou nossas histórias serão apenas um bom livro esquecido lá na prateleira.
____________________________________
Escrevi esse texto há um tempo e hoje, quando o reli, percebi nas palavras o meu desespero em perder amizades com quem criei belas histórias... E ri. Se eu soubesse que algumas dessas amizades se afastariam para escrever contos de drama e terror talvez eu não tivesse me preocupado tanto em tê-las nas minhas novas aventuras - ou em eu estar nas delas. Quem sabe um dia façamos um crossover?
Sim, as nossas histórias realmente viraram apenas um bom livro na nossa prateleira de favoritos... Que agora está quase cheia de bons novos livros.
Percebi que quando gostamos e ficamos envolvidos em uma história, sempre vamos desejar que ela dure mais um pouquinho. Essa sensação não passa com os anos. A única forma de driblar esse sentimento é nos distrairmos escrevendo mais uma história... Que passaremos a amar e querer que dure mais um pouquinho...
Agora, mudando de saco para mala, antes que eu comece a chorar (rsrs) deixo aqui como indicação o blog de um amigo meu, o Guilherme. :)
http://meuanseio.wordpress.com
Lindo. Simplicidade e sinceridade nas palavras. Vale a pena ler. ;)
E quando fui recontar tal conto, uma vez muito importante, recebi um sonoro “Você já contou essa”, como se aquilo não fizesse mais parte da minha história apenas porque foi lida uma vez. Agora é só esperar pelas novidades que ainda não foram escritas, para atualizar o meu histórico e dividir novas histórias com aqueles amigos. Mas ao mesmo tempo em que atualizo com novos contos, eles também atualizam. E mudamos constantemente. E as histórias se desencontram.
Às vezes, pulamos uma página sem querer e não entendemos como a história tomou um rumo diferente. Estamos cansados demais crendo que mais tarde tudo será explicado na última pagina.
Não temos mais tempo para ler contos novos, estamos ocupados demais escrevendo os nossos...
Então se quisermos fazer parte dos contos novos dos amigos ou se quisermos esses amigos nos nossos contos, teremos que manter contato. Ou nossas histórias serão apenas um bom livro esquecido lá na prateleira.
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Escrevi esse texto há um tempo e hoje, quando o reli, percebi nas palavras o meu desespero em perder amizades com quem criei belas histórias... E ri. Se eu soubesse que algumas dessas amizades se afastariam para escrever contos de drama e terror talvez eu não tivesse me preocupado tanto em tê-las nas minhas novas aventuras - ou em eu estar nas delas. Quem sabe um dia façamos um crossover?
Sim, as nossas histórias realmente viraram apenas um bom livro na nossa prateleira de favoritos... Que agora está quase cheia de bons novos livros.
Percebi que quando gostamos e ficamos envolvidos em uma história, sempre vamos desejar que ela dure mais um pouquinho. Essa sensação não passa com os anos. A única forma de driblar esse sentimento é nos distrairmos escrevendo mais uma história... Que passaremos a amar e querer que dure mais um pouquinho...
Agora, mudando de saco para mala, antes que eu comece a chorar (rsrs) deixo aqui como indicação o blog de um amigo meu, o Guilherme. :)
http://meuanseio.wordpress.com
Lindo. Simplicidade e sinceridade nas palavras. Vale a pena ler. ;)
sábado, 17 de abril de 2010
Luz de Esperança
Quando se está na escuridão, as estrelas e qualquer luz no céu se tornam anjos. E com brilho nos olhos pedimos ajuda aos nossos irmãos e irmãs, todos criados pelo mesmo Deus.
Pedimos ajuda ao vento para que leve nossa voz e nosso cheiro a alguém. Pedimos para a Lua, conexão dos apaixonados, para que conecte nosso olhar com o de alguém que de longe olha com as mesmas esperanças. Pedimos ao pólen que se espalhe pelos campos afora, que perfume o mundo dos desesperados. Pedimos a estrela cadente e a joaninha. Pedimos e atendemos pedidos em conexão com o mundo. Corremos a fazer nossa parte confiando no mundo, no poder sagrado da vida.
Pedimos ao arco-íris que brilhe mais e mais, esquecendo da sinfonia do sol e da chuva, esquecendo que é tudo um conjunto. E as nuvens escuras e leves se aproximam para fazer um contraste e nos mostrar um arco-íris mais luminoso.
Pedimos ao Sol, um lindo pôr-do-sol, esquecendo que ele está apenas fazendo o mesmo trajeto de sempre, esquecendo de pedir carinhosamente as nuvens que nos deixem enxergar o pôr-do-sol mais coloridamente harmônico que já se viu... E algumas coisas se perdem. E direcionamos nossos sonhos as coisas falsas, coisas que não condizem com nossas esperanças.
Mas quem poderá ser culpado? A estrela que não realiza desejos ou as pessoas por ainda terem um pouco de esperança?
Pedimos ajuda ao vento para que leve nossa voz e nosso cheiro a alguém. Pedimos para a Lua, conexão dos apaixonados, para que conecte nosso olhar com o de alguém que de longe olha com as mesmas esperanças. Pedimos ao pólen que se espalhe pelos campos afora, que perfume o mundo dos desesperados. Pedimos a estrela cadente e a joaninha. Pedimos e atendemos pedidos em conexão com o mundo. Corremos a fazer nossa parte confiando no mundo, no poder sagrado da vida.
Pedimos ao arco-íris que brilhe mais e mais, esquecendo da sinfonia do sol e da chuva, esquecendo que é tudo um conjunto. E as nuvens escuras e leves se aproximam para fazer um contraste e nos mostrar um arco-íris mais luminoso.
Pedimos ao Sol, um lindo pôr-do-sol, esquecendo que ele está apenas fazendo o mesmo trajeto de sempre, esquecendo de pedir carinhosamente as nuvens que nos deixem enxergar o pôr-do-sol mais coloridamente harmônico que já se viu... E algumas coisas se perdem. E direcionamos nossos sonhos as coisas falsas, coisas que não condizem com nossas esperanças.
Mas quem poderá ser culpado? A estrela que não realiza desejos ou as pessoas por ainda terem um pouco de esperança?
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