quarta-feira, 13 de julho de 2011
"Não Vale Nenhum Centavo, Mas Agrada a Quem Olhar"
Sempre veja os dois lados da moeda: às vezes acreditamos estar com uma moeda de 1 Real, só porque lemos "1 Real". Se olhássemos o verso, veríamos que ela é falsa. Mas a afobação de vermos um lado que indique valor já nos deixa satisfeitos.
Só porque algo tem dois lados, não quer dizer que um lado é falso e outro verdadeiro, mas sim que um consegue enganar, sem o malabarismo de dizer que é uma moeda mais atual ou meramente defeituosa. TODA [essa] moeda é falsa. Radical? Sim. Mentira? Não. Só se você vive mostrando para os outros o lado de valor e enganando as pessoas.
Não confio em gente que só vê o lado bom. Se é tão bom, por que não vê o outro lado, ser evoluído de bondade? Porque você não é bom, você é iludido com o lado que lhe parece bom.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Sobre vaidade, ganância e arrogância
Pessoas verdadeiras, honestas e sinceras consigo mesmas e com os outros, não gostam de arrogâncias. O arrogante acredita saber de tudo e procura quem corrobore suas ideologias. Os honestos admitem sua ignorância e crescem como pessoa, por isso não se vinculam com a arrogância - ela limita seus conhecimentos.
Quem se vincula aos com arrogantes são os falsos. Os falsos não se importam em se vender por troca de benefícios, não têm princípios, não têm caráter, não se importam de andar com gente que não gostam, não se importam de sorrir para quem odeiam, de darem beijinhos em quem tem vontade de dar na cara.
Os falsos não se importam se você está no caminho certo ou no caminho errado desde que você esteja lá quando eles precisarem. Eles te dizem "te aceito do jeito que é!". Os falsos têm objetivos, planos e ambições e precisam de ti no momento, então aplaudirão tudo o que você disser e darão tapinhas nas suas costas. Por isso, desconfie de elogios repentinos. Não aceite bajulação.
Agradeça ao seu adversário pelo seu interesse, pois qualquer pessoa que toma tempo para discordar contigo está interessada nas mesmas coisas que você. Pense neles como pessoas que desejam te ajudar. Se você pensar mal das pessoas, as pessoas pensarão mal de ti e você estará ao redor de pessoas cheias de pensamentos ruins e sentimentos podres e mesquinhos como a vaidade e ganância, a arrogância.
Pessoas contaminadas por esses sentimentos tendem a fazer intriga, fofoca, birra para terem mais destaque, e quando isso retorna a elas, pensam "isso é tudo inveja de mim" ou "o mundo dá voltas, eles vão ver só" e não pensam se não estariam colhendo algo que plantaram tempos atrás - mesmo que não condiga mais com sua fase atual. Por isso as coisas voltam a acontecer com elas, que pensam ser perseguição ou algo do tipo. Mas na verdade, voltam a acontecer porque não aprenderam a serem humildes, respeitosos, gratos, verdadeiros e sinceros. Querem sempre impressionar, se provar, e acabam passando por cima de seus princípios, porque pensam que é temporário e que a essência delas é o que realmente importa, afinal "eu sou uma boa pessoa, faço isso apenas como um meio para atingir meu objetivo". Mas nunca permanece temporário, nunca é apenas um meio porque é preciso criar outra mentira para sustentar a primeira e uma terceira para sustentar a segunda e uma quarta para sustentar a terceira. Começam com um floco de neve, uma mentira boba não só para agradar alguém, mas para ter sua aprovação e termina numa bola de neve de irrealidades que as esmagam.
Eu sei, no mundo há vários filmes sobre esse tema - O Mentiroso, Meninas Malvadas, Pinóquio - não é nenhuma novidade o que digo. Mas uma coisa que esses filmes nunca mostram é o que acontece depois que as pessoas mentem. Sim, porque no final todos se entendem e tudo fica bem. As pessoas precisam entender que em um roteiro de filme você pode dar o fim que tanto queria para a sua história. Bem diferente da vida real. Na vida real se você cometeu um erro, você não vai acordar com 13 anos e perceber que tudo não passou de um sonho.
Chega um momento em que não conseguimos mais respeitar algumas pessoas porque já quebramos tanto a cara, já pensamos diversas vezes "não foi por mal" e elas continuaram fazendo mal sem nenhuma justificativa plausível ANO APÓS ANO que nossa desculpas na lista de "deve ter um bom motivo" se esgotam. Fazem da vida dos outros um inferno, desrespeitam as pessoas e falam que isso é colocar limites para serem respeitadas, pensam mal das pessoas porque não entendem elas, ficam na defensiva quanto a críticas sinceras, mas reagem e perdem tempo com críticas negativas.
Quando chega nesse momento, já não acreditamos mais que a pessoa querida está confusa, perdida, mentindo ou interpretando um papel só para conseguir algo e que logo voltará a ser como era antes. A conclusão a que chegamos é que, se ela fingia em algo, era em ser aquela pessoa querida. Porque ninguém consegue sustentar uma mentira e ninguém consegue viver de um jeito que vai contra sua natureza por tanto tempo. E se consegue, isso acaba virando hábito e o hábito acaba virando um estilo de vida.
Vai ver as conversas no Whatsapp, Facebook e celular dessas pessoas. São só ofensas, sentimentos de raiva e ódio, mentiras, briga de egos...
Na hora da raiva dizemos coisas horríveis sim, mas quando isso vira hábito é algo que merece um pouco mais de atenção.
Por que você está com raiva o tempo todo? Que tipo de vida você está levando onde a raiva impera na maior parte do tempo? Se fizer uma pesquisa no teu chat, quantas vezes vai aparecer a palavra amigo, futuro, felicidade? E quantas vezes vai aparecer inveja, recalque e um monte de palavrões - como, por exemplo, desejando alguém ir se foder?
Melhor mudar o quanto antes porque quando você fizer algo de bom, as pessoas vão pensar que é por algum interesse ou benefício próprio... E o pior é que elas terão razão em pensar assim.
Você não pode vencer uma discussão porque se você perde-la, você a perdeu. E se você ganha-la, você a perdeu. Porque se você magoa, fere, contradiz alguém, às vezes você obtém a vitória, mas será uma vitória vazia porque você nunca conseguirá o bem estar do seu adversário. Então descubra por si mesmo: você prefere uma vitória teatral e acadêmica ou o bem estar de uma pessoa? - (Dale Carnegie).
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Estrelas Dançando e o Tempo Acabando
A expectativa de vida do ser humano nos dias atuais prega
certas peças no nosso cérebro como, por exemplo, desarquivar um conhecimento
para que possamos prosseguir, desaprender e se desprender para que possamos
aprender um aprendizado que vamos desaprender e se desprender futuramente por
questões de prioridade e necessidade para chegar vivo até os 80. Mas há uma
grande diferença entre “deixar pra lá” e ser irresponsável. E a
irresponsabilidade está tomando o lugar da sabedoria por trás do “deixa pra
lá”.
Um exemplo disso são propagandas de “se beber, não dirija” que mostra famílias inocentes destruídas por irresponsabilidade alheia. Todos se emocionam, se comovem... Mas 10 minutos depois saem para beber e voltam de carro. E nesse pequeno exemplo, contém vários traços da nossa sociedade doente:
1. Egocentrismo: Pensar que coisas ruins não vão acontecer conosco e, se acontecer, daremos um “jeitinho” devido a “exaltação da autoestima”. É claro que devemos colaborar com a autoestima, tanto quanto a nossa quanto a alheia. Ama teu próximo, não teu semelhante. Mas nem nos damos ao trabalho de controlarmos nossos impulsos de beber por mera diversão e “foi Deus que quis assim”?
Partindo desse ponto, sabemos que o ser humano pensa ser “o protegido.” Ideia de uma sociedade totalmente alienada que não sei se não se governa porque pensa estar sendo guiada ou se pensa estar sendo guiada porque não se governa.
2. Carpe Diem: A exaltação da luta faz a gente se sentir viva. Sim, “aproveitar o dia” virou sinônimo de competição, de disputa. Mais diversão e menos reflexão, afinal o sentido da vida é desfrutar cada minuto independente de magoar, ferir e matar os outros, porque todos os outros também fazem isso, não é mesmo?
O resultado é uma sociedade (sociedade?) toda corrompida com seus próprios interesses, sonhos e esperanças. Essas palavras deveriam ser coisas bonitas, mas sonhar hoje é sonhar apenas com o material, é sonhar apenas com você. Não há outros. Hoje, esperança significa esperar que o outro se dê mal para pegar seu lugar. E durante muito tempo não vi nenhuma resposta convincente para esse problema, nenhum argumento a altura, porque as pessoas não querem pensar sobre isso. E é exatamente aí que estava minha resposta: No silêncio da Preguiça.
Claro que nunca vi uma resposta, uma vez que as pessoas não se governam, não partem de si mesmas e esperam as coisas caírem do céu, esperando oportunidades para atacar. As pessoas sempre respondem com “é assim mesmo”, “são coisas da vida”, “um dia teremos respostas para essa humanização já quase perdida” e até mesmo “não pense nisso e vá ser feliz que é mais importante”, mostrando deslavadamente que sabem das consequências, pois quem tem conhecimento, tem um grande poder e “com grandes poderes vem grandes responsabilidades”. Essas respostas indiferentes servem para uma sociedade que sabe que se um problema tem solução, então não há motivo para pânico porque tem solução e se não tem solução, não há motivo para pânico, porque não tem solução. Mas experimente dar essas mesmas respostas para pessoas que não respondem por si, vítimas de preconceitos, perseguidas, sofridas, abusadas e que passam fome... Elas não têm tempo para “esperar uma resposta”. Elas não podem aceitar, se conformar e “deixar isso para o governo” ou “colocar nas mãos de Deus”. Elas não vão deixar de pensar em comida ou na violência que sofrem e “ir ser feliz”. Pense o quão preguiçoso e mesquinho é seu conselho quando dá uma resposta dessas.
3. Escravidão: Um povo que não se governa precisa de um líder, um bode expiatório para culparmos e responsabilizarmos. E não precisa ser um líder de carne e osso, pode ser um feito de fé.
Pense em como seria mais enriquecedor (não somente no sentido financeiro) se procurássemos soluções tanto quanto procuramos por culpados.
As coisas invertem: quando antes era só escravidão no trabalho, agora é só escravidão no espírito. As pessoas estão numa constante busca pelo prazer. É um vício pelo entretenimento que curiosamente a grande mídia televisiva não “reporta”. Sim, a TV não é burra de falar que ela mesma quer nos desviar da realidade nos enchendo de entretenimento fácil e barato. E depois de uma torrente de piadas já nem lembramos mais da primeira.
Já não há mais um “desejo duradouro” que realizamos constantemente e o vivemos todos os dias. Não... São desejos descartáveis, e no outro dia já não entendemos como ontem estávamos rindo tanto e como hoje estamos tão vazios. É uma fome que não é de comida, um frio que não é de temperatura baixa.
Pode parecer utópico desejar algo que “permaneça” visto que nos dias de hoje “nada prende ninguém”, e que bom que somos livres para fazermos nossas próprias escolhas e descartarmos o que quisermos. Mas contra fatos não há argumentos! São poucos os casos em que as pessoas são livres. Elas se perdem sozinhas e se prendem a um “ponto de ancoragem” usando o argumento de que “estão presas por livre e espontânea vontade” e que “ninguém deve se meter na vida do outro” quando vivem dizendo que sua vida é um “livro aberto”. Perceberam como somos manipulados? Estamos presos e mesmo assim pensamos que somos livres... Taxar isso de conspiração realça o fato do egocentrismo na nossa sociedade. Não sei por onde começou essa onda, mas as pessoas, por não quererem parecer burras ou controladas, se mostram tremendamente céticas para as outras como se qualquer história fosse para “boi dormir”. Ora, se não há NENHUMA consequência em seus atos, por que realizá-los???
Um exemplo disso são propagandas de “se beber, não dirija” que mostra famílias inocentes destruídas por irresponsabilidade alheia. Todos se emocionam, se comovem... Mas 10 minutos depois saem para beber e voltam de carro. E nesse pequeno exemplo, contém vários traços da nossa sociedade doente:
1. Egocentrismo: Pensar que coisas ruins não vão acontecer conosco e, se acontecer, daremos um “jeitinho” devido a “exaltação da autoestima”. É claro que devemos colaborar com a autoestima, tanto quanto a nossa quanto a alheia. Ama teu próximo, não teu semelhante. Mas nem nos damos ao trabalho de controlarmos nossos impulsos de beber por mera diversão e “foi Deus que quis assim”?
Partindo desse ponto, sabemos que o ser humano pensa ser “o protegido.” Ideia de uma sociedade totalmente alienada que não sei se não se governa porque pensa estar sendo guiada ou se pensa estar sendo guiada porque não se governa.
2. Carpe Diem: A exaltação da luta faz a gente se sentir viva. Sim, “aproveitar o dia” virou sinônimo de competição, de disputa. Mais diversão e menos reflexão, afinal o sentido da vida é desfrutar cada minuto independente de magoar, ferir e matar os outros, porque todos os outros também fazem isso, não é mesmo?
O resultado é uma sociedade (sociedade?) toda corrompida com seus próprios interesses, sonhos e esperanças. Essas palavras deveriam ser coisas bonitas, mas sonhar hoje é sonhar apenas com o material, é sonhar apenas com você. Não há outros. Hoje, esperança significa esperar que o outro se dê mal para pegar seu lugar. E durante muito tempo não vi nenhuma resposta convincente para esse problema, nenhum argumento a altura, porque as pessoas não querem pensar sobre isso. E é exatamente aí que estava minha resposta: No silêncio da Preguiça.
Claro que nunca vi uma resposta, uma vez que as pessoas não se governam, não partem de si mesmas e esperam as coisas caírem do céu, esperando oportunidades para atacar. As pessoas sempre respondem com “é assim mesmo”, “são coisas da vida”, “um dia teremos respostas para essa humanização já quase perdida” e até mesmo “não pense nisso e vá ser feliz que é mais importante”, mostrando deslavadamente que sabem das consequências, pois quem tem conhecimento, tem um grande poder e “com grandes poderes vem grandes responsabilidades”. Essas respostas indiferentes servem para uma sociedade que sabe que se um problema tem solução, então não há motivo para pânico porque tem solução e se não tem solução, não há motivo para pânico, porque não tem solução. Mas experimente dar essas mesmas respostas para pessoas que não respondem por si, vítimas de preconceitos, perseguidas, sofridas, abusadas e que passam fome... Elas não têm tempo para “esperar uma resposta”. Elas não podem aceitar, se conformar e “deixar isso para o governo” ou “colocar nas mãos de Deus”. Elas não vão deixar de pensar em comida ou na violência que sofrem e “ir ser feliz”. Pense o quão preguiçoso e mesquinho é seu conselho quando dá uma resposta dessas.
3. Escravidão: Um povo que não se governa precisa de um líder, um bode expiatório para culparmos e responsabilizarmos. E não precisa ser um líder de carne e osso, pode ser um feito de fé.
Pense em como seria mais enriquecedor (não somente no sentido financeiro) se procurássemos soluções tanto quanto procuramos por culpados.
As coisas invertem: quando antes era só escravidão no trabalho, agora é só escravidão no espírito. As pessoas estão numa constante busca pelo prazer. É um vício pelo entretenimento que curiosamente a grande mídia televisiva não “reporta”. Sim, a TV não é burra de falar que ela mesma quer nos desviar da realidade nos enchendo de entretenimento fácil e barato. E depois de uma torrente de piadas já nem lembramos mais da primeira.
Já não há mais um “desejo duradouro” que realizamos constantemente e o vivemos todos os dias. Não... São desejos descartáveis, e no outro dia já não entendemos como ontem estávamos rindo tanto e como hoje estamos tão vazios. É uma fome que não é de comida, um frio que não é de temperatura baixa.
Pode parecer utópico desejar algo que “permaneça” visto que nos dias de hoje “nada prende ninguém”, e que bom que somos livres para fazermos nossas próprias escolhas e descartarmos o que quisermos. Mas contra fatos não há argumentos! São poucos os casos em que as pessoas são livres. Elas se perdem sozinhas e se prendem a um “ponto de ancoragem” usando o argumento de que “estão presas por livre e espontânea vontade” e que “ninguém deve se meter na vida do outro” quando vivem dizendo que sua vida é um “livro aberto”. Perceberam como somos manipulados? Estamos presos e mesmo assim pensamos que somos livres... Taxar isso de conspiração realça o fato do egocentrismo na nossa sociedade. Não sei por onde começou essa onda, mas as pessoas, por não quererem parecer burras ou controladas, se mostram tremendamente céticas para as outras como se qualquer história fosse para “boi dormir”. Ora, se não há NENHUMA consequência em seus atos, por que realizá-los???
Temos tanto medo da alienação que isso acaba se tornando uma
alienação! Somos escravos do descartável e por isso não temos motivação para lutar. Só resta rir de tudo.
As pessoas banalizam e vulgarizam por lazer e quando acham que estão fazendo algo de útil, geram ódio em cima de ódio!
As pessoas banalizam e vulgarizam por lazer e quando acham que estão fazendo algo de útil, geram ódio em cima de ódio!
Esses traços resultam na banalização das vitórias. Ninguém
mais luta para vencer, mas para falar “eu tentei”. Em algum momento nossos pais
quiseram nos incentivar mostrando que “não temos nada a perder”. E acreditamos
nisso até hoje! Falta motivação! A famosa frase “pelo menos tente” usada por
maioria dos nossos pais nos fazia pensar que o importante era TENTAR. Não
pegamos a ideia real que era tentar até VENCER.
E quando não conseguimos vencer e alguém nos cobra, damos chilique, trocamos ofensas, debochamos do outro. ReVoltar não é rEvolucionar. As pessoas geram ódio, ao invés de adquirirem conhecimento, conhecimento que tanto pregam. Dizem querer respeito e dignidade, mas não têm nenhuma para com os outros nem com eles mesmo, se ofendendo e rindo de quem está irritado com essa situação toda, chamando-o de sonhador, bobo, tolo... A não ser que a irritação seja com a mesma situação que você se irrita. Isso é respeito?
É por isso que com tantas “vitórias” não se vence nada. A cada vitória nos sentimos mais vazios, como se nada fizesse a diferença, como se ainda tivesse algo maior para lutarmos. E há. Mas não enquanto defeitos forem aceitos nas vitórias; não enquanto a vitória vir defeituosa e a louvarmos com “pelo menos eu tentei” para satisfazer e acalmar nossa consciência pesada; não enquanto o saber for só uma ameaça, para não ter que lutar; não enquanto o ódio repassado e a frustração compartilhada forem sinônimos de conhecimento e dignidade; não enquanto a irresponsabilidade for sinônimo de sabedoria pessoal.
E quando não conseguimos vencer e alguém nos cobra, damos chilique, trocamos ofensas, debochamos do outro. ReVoltar não é rEvolucionar. As pessoas geram ódio, ao invés de adquirirem conhecimento, conhecimento que tanto pregam. Dizem querer respeito e dignidade, mas não têm nenhuma para com os outros nem com eles mesmo, se ofendendo e rindo de quem está irritado com essa situação toda, chamando-o de sonhador, bobo, tolo... A não ser que a irritação seja com a mesma situação que você se irrita. Isso é respeito?
É por isso que com tantas “vitórias” não se vence nada. A cada vitória nos sentimos mais vazios, como se nada fizesse a diferença, como se ainda tivesse algo maior para lutarmos. E há. Mas não enquanto defeitos forem aceitos nas vitórias; não enquanto a vitória vir defeituosa e a louvarmos com “pelo menos eu tentei” para satisfazer e acalmar nossa consciência pesada; não enquanto o saber for só uma ameaça, para não ter que lutar; não enquanto o ódio repassado e a frustração compartilhada forem sinônimos de conhecimento e dignidade; não enquanto a irresponsabilidade for sinônimo de sabedoria pessoal.
sábado, 21 de maio de 2011
Lágrima
A lágrima é poderosa. Assim que ela brota em seus olhos, seu
coração acelera e você parece ter perdido todos os sentidos. Não fala, pois
parece ter um nó na garganta, não consegue respirar e dificilmente ouve as
palavras de conforto dos outros. Seu corpo todo pára e é como se só o cérebro e
o coração estivessem funcionando.
Mas a cabeça doendo e o coração esmagado como se os dois
estivessem brigando.
Razão ou emoção?
Não ou sim?
Isso ou aquilo?
Quem venceu? Nenhum dos dois. Eles acabaram desmaiando e isso fez com que você dormisse. Mas depois eles acabam fazendo as pazes. E você acaba com aquela cara de choro.
E se brigar pelos seus ideais significa coragem e força, devo dizer que a lágrima é um símbolo de quem é forte, pois nem todos têm a coragem e a ousadia de deixá-la rolar, com medo de que a luta seja motivo de piada!
terça-feira, 17 de maio de 2011
Amor de Amiga
Saudades de uma amiga
Que agora namora
E não tem tempo para mim.
Diz que encontrou o amor
Mas sabemos que ela não está tão feliz assim.
Ninguém tem o direito de
Fazer uma pessoa sofrer
Ainda mais você.
Para tapar um buraco no coração
Toma um gole de outro amor
Mas não é esse o medicamento
Que vai curar seu coração.
Seu coração viciou-se noutro amor
Um amor que você não pode ter
Mas sempre que quiser um medicamento
Estarei aqui
Para lhe dar um pouco de carinho
Afinal
Que amor é esse que destrói que faz sofrer?
Não te garanto sobre os outros
Mas o amor de uma amiga
Você sempre vai ter.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Cursos Que Gostaria de Fazer Se Eu Fosse Eterna ou Tivesse Tempo Nesse Mundo Onde Você Tem Que Se Formar Logo Para Ir Pro Mercado de Trabalho
Música:
Eu gostaria de entender o que torna um som harmônico.
E para quem não sabe, eu tive aulas de piano, mas parei.
Dança:
Eu gostaria de entender o que torna um movimento harmônico e o que uma postura expressa. E não falo do sentido de “boas maneiras”. Não quero aprender padrões de uma sociedade bem educada e refinada, mas sim o ser humano em si.
Se bem que nos dias de hoje é raro dançarinos dançarem para emocionar, sentimentalizar, tocar a nossa alma. Muitos querem apenas mostrar que sabe aquele passo difícil, mesmo que não haja harmonia alguma com a música ou mesmo que não expresse nada. Títulos, troféus e medalhas é o que há.
Parabenizo os dançarinos que não se vendem por um pedaço de ouro. Vossas almas são maiores. :)
Pintura:
Eu gostaria de entender o que torna uma visão harmônica.
E para quem não sabe, eu tive aulas de pintura, mas parei. Parei porque era o único “curso” que eu conhecia de pintura e infelizmente, a professora não me ensinava ou não saciava minha curiosidade e interesse. Ela dizia o que eu tinha que fazer e só. Eu fazia, apesar de não saber o que eu estava fazendo (risos).
Também gostaria de fazer Fotografia.
Propaganda:
Eu gostaria de entender como as pessoas se deixam ser manipuladas por genialidades que se vendem.
Letras:
Francamente, eu adoro escrever. Mas isso tem mais a ver com o fato de eu ter sido uma pessoa introvertida e precisar me expressar corretamente de algum jeito do que, de fato, saber escrever. Até hoje prefiro escrever e não que eu não goste de falar pessoalmente, até porque nada, nada substitui um gesto, um tom de voz ou um olhar no meio da conversa, mas enquanto se escreve, se tem tempo de pensar e passar a ideia real, sem gírias, códigos e gestos pessoais. Pode-se apagar e tentar novamente antes de gerar alguma confusão. Claro que isso depende de quem vai interpretar a mensagem, mas como eu disse, tem algo mais a ver comigo.
As pessoas não sabem conversar. Ou eu não sei e nem quero talvez. Porque as pessoas não querem te ouvir de coração limpo. Elas querem que você fale, para elas poderem rebater. Não critico isso. As pessoas precisam sim questionar. Só penso que muitas dessas pessoas o fazem para se defenderem de alguma verdade e não para chegar em alguma verdade. O que gera um bate e volta repentino e me deixa perdida, pois até então eu estava falando de A e não de B e se eu não der uma resposta logo, fica aquele clima de “ih, se perdeu, nem sabe o que tá falando” e daí, meu amigo, você “perde o respeito” e ninguém mais te ouve.
Não importa se você está certo mas ficou com dúvida ou ainda está pensando no que falar. Se você não falou com convicção, “perdeu”.
Psicologia:
Abrange grande parte do que eu disse aqui de se expressar, de entender o que torna algo harmônico, o que torna algo confuso, o que manipula nossas mentes. Entendendo o que manipula nossas mentes, já é meio caminho andado, concordam?
Biologia, Química e Física:
Quer coisa mais interessante que a realidade? Como ela funciona, como nos afeta... É uma coisa que não muda. Quer dizer, cientistas estão sempre descobrindo uma coisa ou outra, mas não é algo que mude. Sempre esteve lá, só que nunca nos aprofundamos.
Que me perdoem a ignorância, mas acho que é mais fácil do que acompanhar a evolução da mente humana, seus surtos, seus medos, seus sonhos, seus prazeres... Apesar de eu preferir acompanhar isso tudo. Bancando a psicóloga comigo mesma, deve ser porque eu sei que a Ciência estará sempre lá para quando eu tiver dúvidas, já os humanos... Se bem que às vezes vejo tanta covardia, tanto comodismo que me pergunto se não é o ser humano que vai estar sempre lá, parado no tempo, esperando alguém decifrá-lo.
Filosofia:
Diante de tudo o que eu disse, acho que dispensa explicações, não é? :)
Eu gostaria de entender o que torna um som harmônico.
E para quem não sabe, eu tive aulas de piano, mas parei.
Dança:
Eu gostaria de entender o que torna um movimento harmônico e o que uma postura expressa. E não falo do sentido de “boas maneiras”. Não quero aprender padrões de uma sociedade bem educada e refinada, mas sim o ser humano em si.
Se bem que nos dias de hoje é raro dançarinos dançarem para emocionar, sentimentalizar, tocar a nossa alma. Muitos querem apenas mostrar que sabe aquele passo difícil, mesmo que não haja harmonia alguma com a música ou mesmo que não expresse nada. Títulos, troféus e medalhas é o que há.
Parabenizo os dançarinos que não se vendem por um pedaço de ouro. Vossas almas são maiores. :)
Pintura:
Eu gostaria de entender o que torna uma visão harmônica.
E para quem não sabe, eu tive aulas de pintura, mas parei. Parei porque era o único “curso” que eu conhecia de pintura e infelizmente, a professora não me ensinava ou não saciava minha curiosidade e interesse. Ela dizia o que eu tinha que fazer e só. Eu fazia, apesar de não saber o que eu estava fazendo (risos).
Também gostaria de fazer Fotografia.
Propaganda:
Eu gostaria de entender como as pessoas se deixam ser manipuladas por genialidades que se vendem.
Letras:
Francamente, eu adoro escrever. Mas isso tem mais a ver com o fato de eu ter sido uma pessoa introvertida e precisar me expressar corretamente de algum jeito do que, de fato, saber escrever. Até hoje prefiro escrever e não que eu não goste de falar pessoalmente, até porque nada, nada substitui um gesto, um tom de voz ou um olhar no meio da conversa, mas enquanto se escreve, se tem tempo de pensar e passar a ideia real, sem gírias, códigos e gestos pessoais. Pode-se apagar e tentar novamente antes de gerar alguma confusão. Claro que isso depende de quem vai interpretar a mensagem, mas como eu disse, tem algo mais a ver comigo.
As pessoas não sabem conversar. Ou eu não sei e nem quero talvez. Porque as pessoas não querem te ouvir de coração limpo. Elas querem que você fale, para elas poderem rebater. Não critico isso. As pessoas precisam sim questionar. Só penso que muitas dessas pessoas o fazem para se defenderem de alguma verdade e não para chegar em alguma verdade. O que gera um bate e volta repentino e me deixa perdida, pois até então eu estava falando de A e não de B e se eu não der uma resposta logo, fica aquele clima de “ih, se perdeu, nem sabe o que tá falando” e daí, meu amigo, você “perde o respeito” e ninguém mais te ouve.
Não importa se você está certo mas ficou com dúvida ou ainda está pensando no que falar. Se você não falou com convicção, “perdeu”.
Psicologia:
Abrange grande parte do que eu disse aqui de se expressar, de entender o que torna algo harmônico, o que torna algo confuso, o que manipula nossas mentes. Entendendo o que manipula nossas mentes, já é meio caminho andado, concordam?
Biologia, Química e Física:
Quer coisa mais interessante que a realidade? Como ela funciona, como nos afeta... É uma coisa que não muda. Quer dizer, cientistas estão sempre descobrindo uma coisa ou outra, mas não é algo que mude. Sempre esteve lá, só que nunca nos aprofundamos.
Que me perdoem a ignorância, mas acho que é mais fácil do que acompanhar a evolução da mente humana, seus surtos, seus medos, seus sonhos, seus prazeres... Apesar de eu preferir acompanhar isso tudo. Bancando a psicóloga comigo mesma, deve ser porque eu sei que a Ciência estará sempre lá para quando eu tiver dúvidas, já os humanos... Se bem que às vezes vejo tanta covardia, tanto comodismo que me pergunto se não é o ser humano que vai estar sempre lá, parado no tempo, esperando alguém decifrá-lo.
Filosofia:
Diante de tudo o que eu disse, acho que dispensa explicações, não é? :)
sábado, 7 de maio de 2011
Siso
Se eu soubesse que mesmo aos 20 anos iam ficar enchendo meu saco, eu tinha feito bobagem aos 14 já que "tá na idade", já que valorizam o "errar para aprender". Pelo visto não ter feito bobagens na minha adolescência aparentemente não significa que tenho bom senso, crédito ou voto de confiança... Pelo visto isso significa apenas que eu não errei o "bastante" para hoje poder dizer que tenho juízo. É, claro, isso faz todo o sentido do mundo. ¬¬'
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