E como o sol, a verdade nascia e brilhava, desaparecendo com a escuridão da ignorância, da falta de conhecimento, da falta de entendimento, onde, sem enxergar, confiaríamos apenas em nós mesmos. As crianças saíam de suas casas seguras por aquela luz, e brincavam aquecidas por ela. Admiravam-na até o último momento e desviavam os olhares dela quando ela atingia seu ápice do meio-dia. Tão bela que constrangia. Tão verdadeira e forte que podia nos deixar cegos. A estrela-guia de nossas vidas, que iluminava todos os caminhos. Luz e energia.
E se alguém lhe desse as costas, veria apenas sua própria sombra. E um ser pequeno mais abaixo agradeceria pela sombra, refresco da vida, descanso da incandescente luz. A sombra que lhe permitiria enxergar mais para o além, não ferindo seus olhos, nem perturbando a visão.
E se esse ser desse as costas e essa sombra, creria que ela iria continuar dando essa sensação de bem estar, encobrindo-o.
Para agüentar a luz intensa da verdade, deve-se estar preparado para vê-la brilhar no nosso céu todos os dias.
E acreditar que pode-se viver apenas de escuridão é acreditar que não existe nada mais além que faça a sombra querida se materializar no chão.
Boa quarta-feira! :D
quarta-feira, 5 de maio de 2010
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Amigos de Biblioteca
Lembro de todas as conversas que tivemos... Primeiras conversas sobre o gosto de cada um, interesses, objetivos, sonhos, jeito de pensar... Primeiras histórias sobre traumas e sobre vitórias, histórias cômicas e, mesmo que, histórias tristes, formas alegres de contá-las. Formas cheias de esperança, consolo, conforto e fé em um futuro melhor. Tudo muito novo. Até o passado se desvendar completamente, como um livro maravilhoso que acabamos de ler.
E quando fui recontar tal conto, uma vez muito importante, recebi um sonoro “Você já contou essa”, como se aquilo não fizesse mais parte da minha história apenas porque foi lida uma vez. Agora é só esperar pelas novidades que ainda não foram escritas, para atualizar o meu histórico e dividir novas histórias com aqueles amigos. Mas ao mesmo tempo em que atualizo com novos contos, eles também atualizam. E mudamos constantemente. E as histórias se desencontram.
Às vezes, pulamos uma página sem querer e não entendemos como a história tomou um rumo diferente. Estamos cansados demais crendo que mais tarde tudo será explicado na última pagina.
Não temos mais tempo para ler contos novos, estamos ocupados demais escrevendo os nossos...
Então se quisermos fazer parte dos contos novos dos amigos ou se quisermos esses amigos nos nossos contos, teremos que manter contato. Ou nossas histórias serão apenas um bom livro esquecido lá na prateleira.
____________________________________
Escrevi esse texto há um tempo e hoje, quando o reli, percebi nas palavras o meu desespero em perder amizades com quem criei belas histórias... E ri. Se eu soubesse que algumas dessas amizades se afastariam para escrever contos de drama e terror talvez eu não tivesse me preocupado tanto em tê-las nas minhas novas aventuras - ou em eu estar nas delas. Quem sabe um dia façamos um crossover?
Sim, as nossas histórias realmente viraram apenas um bom livro na nossa prateleira de favoritos... Que agora está quase cheia de bons novos livros.
Percebi que quando gostamos e ficamos envolvidos em uma história, sempre vamos desejar que ela dure mais um pouquinho. Essa sensação não passa com os anos. A única forma de driblar esse sentimento é nos distrairmos escrevendo mais uma história... Que passaremos a amar e querer que dure mais um pouquinho...
Agora, mudando de saco para mala, antes que eu comece a chorar (rsrs) deixo aqui como indicação o blog de um amigo meu, o Guilherme. :)
http://meuanseio.wordpress.com
Lindo. Simplicidade e sinceridade nas palavras. Vale a pena ler. ;)
E quando fui recontar tal conto, uma vez muito importante, recebi um sonoro “Você já contou essa”, como se aquilo não fizesse mais parte da minha história apenas porque foi lida uma vez. Agora é só esperar pelas novidades que ainda não foram escritas, para atualizar o meu histórico e dividir novas histórias com aqueles amigos. Mas ao mesmo tempo em que atualizo com novos contos, eles também atualizam. E mudamos constantemente. E as histórias se desencontram.
Às vezes, pulamos uma página sem querer e não entendemos como a história tomou um rumo diferente. Estamos cansados demais crendo que mais tarde tudo será explicado na última pagina.
Não temos mais tempo para ler contos novos, estamos ocupados demais escrevendo os nossos...
Então se quisermos fazer parte dos contos novos dos amigos ou se quisermos esses amigos nos nossos contos, teremos que manter contato. Ou nossas histórias serão apenas um bom livro esquecido lá na prateleira.
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Escrevi esse texto há um tempo e hoje, quando o reli, percebi nas palavras o meu desespero em perder amizades com quem criei belas histórias... E ri. Se eu soubesse que algumas dessas amizades se afastariam para escrever contos de drama e terror talvez eu não tivesse me preocupado tanto em tê-las nas minhas novas aventuras - ou em eu estar nas delas. Quem sabe um dia façamos um crossover?
Sim, as nossas histórias realmente viraram apenas um bom livro na nossa prateleira de favoritos... Que agora está quase cheia de bons novos livros.
Percebi que quando gostamos e ficamos envolvidos em uma história, sempre vamos desejar que ela dure mais um pouquinho. Essa sensação não passa com os anos. A única forma de driblar esse sentimento é nos distrairmos escrevendo mais uma história... Que passaremos a amar e querer que dure mais um pouquinho...
Agora, mudando de saco para mala, antes que eu comece a chorar (rsrs) deixo aqui como indicação o blog de um amigo meu, o Guilherme. :)
http://meuanseio.wordpress.com
Lindo. Simplicidade e sinceridade nas palavras. Vale a pena ler. ;)
sábado, 17 de abril de 2010
Luz de Esperança
Quando se está na escuridão, as estrelas e qualquer luz no céu se tornam anjos. E com brilho nos olhos pedimos ajuda aos nossos irmãos e irmãs, todos criados pelo mesmo Deus.
Pedimos ajuda ao vento para que leve nossa voz e nosso cheiro a alguém. Pedimos para a Lua, conexão dos apaixonados, para que conecte nosso olhar com o de alguém que de longe olha com as mesmas esperanças. Pedimos ao pólen que se espalhe pelos campos afora, que perfume o mundo dos desesperados. Pedimos a estrela cadente e a joaninha. Pedimos e atendemos pedidos em conexão com o mundo. Corremos a fazer nossa parte confiando no mundo, no poder sagrado da vida.
Pedimos ao arco-íris que brilhe mais e mais, esquecendo da sinfonia do sol e da chuva, esquecendo que é tudo um conjunto. E as nuvens escuras e leves se aproximam para fazer um contraste e nos mostrar um arco-íris mais luminoso.
Pedimos ao Sol, um lindo pôr-do-sol, esquecendo que ele está apenas fazendo o mesmo trajeto de sempre, esquecendo de pedir carinhosamente as nuvens que nos deixem enxergar o pôr-do-sol mais coloridamente harmônico que já se viu... E algumas coisas se perdem. E direcionamos nossos sonhos as coisas falsas, coisas que não condizem com nossas esperanças.
Mas quem poderá ser culpado? A estrela que não realiza desejos ou as pessoas por ainda terem um pouco de esperança?
Pedimos ajuda ao vento para que leve nossa voz e nosso cheiro a alguém. Pedimos para a Lua, conexão dos apaixonados, para que conecte nosso olhar com o de alguém que de longe olha com as mesmas esperanças. Pedimos ao pólen que se espalhe pelos campos afora, que perfume o mundo dos desesperados. Pedimos a estrela cadente e a joaninha. Pedimos e atendemos pedidos em conexão com o mundo. Corremos a fazer nossa parte confiando no mundo, no poder sagrado da vida.
Pedimos ao arco-íris que brilhe mais e mais, esquecendo da sinfonia do sol e da chuva, esquecendo que é tudo um conjunto. E as nuvens escuras e leves se aproximam para fazer um contraste e nos mostrar um arco-íris mais luminoso.
Pedimos ao Sol, um lindo pôr-do-sol, esquecendo que ele está apenas fazendo o mesmo trajeto de sempre, esquecendo de pedir carinhosamente as nuvens que nos deixem enxergar o pôr-do-sol mais coloridamente harmônico que já se viu... E algumas coisas se perdem. E direcionamos nossos sonhos as coisas falsas, coisas que não condizem com nossas esperanças.
Mas quem poderá ser culpado? A estrela que não realiza desejos ou as pessoas por ainda terem um pouco de esperança?
quarta-feira, 24 de março de 2010
Espelhos, correntes e escalas...
Hoje eu pensei em postar uma conclusão que cheguei quando reli meu diário. Mas eu kero dizer algumas coisas antes... então quando eu for dizer que será sobre meu diário atentem-se! Sei que vcs já devem ter passado por situações adolescentes como as que estou passando, mas é a primeira vez que sinto certas coisas, então, tentem compreender uma adolescente em crise, por favor :)
Sabe, gente... Um amigo meu me fez ver o quanto mudei. Não que ele saiba que fez isso, mas eu sei. Conversando com ele reparei como estava descrente. Será que isso tem a ver com “crescer”? Algumas coisas me deixaram mais ativa, mais consciente de que precisamos tomar iniciativa e não ter tanta esperança, não se deixar esperar que “na hora certa as coisas virão”... Fazer e acontecer.
Claro que estamos toda hora mudando de acordo com as circunstâncias que nos surgem, mas tem sempre a gota da água, que é a grande revolução, onde damos a louca com aquilo que já não conseguimos engolir. E acho que o tempo que fiquei engolindo a força o que não podia mais acabou. Hora de dizer não, dar um basta e botar tudo pra fora.
E o que seria de mim sem meus amigos? Amigos que me deram estimação, que me animaram... Aqueles amigos que nos libertam!
É! Esses amigos que nos fazem perceber que temos grandes qualidades adormecidas dentro de nós e que acordam elas para nós... Nós, que temos medo de despertá-las e ver a fúria, e não conseguir controlar...
Quando eu era criança, me achava mais inteligente, sábia, esperta... Mas com pureza! Hoje me acho mais inteligente, sábia e esperta pela maldade! Mas... Desconfiança é sinal de esperteza? Desconfiar da palavra de pessoas sinceras e raras só porque outros já te magoaram? Isso parece sábio? E o mais importante: parece certo?
As pessoas podem apontar todas as coisas em você, mas se você nunca se olhar no espelho, nunca saberá como é de verdade. Precisamos refletir. Não basta olhar para o espelho, aquele vidro refletor luminoso... Temos que olhar para nós como um todo. Um
ser que respira, tem brilho nos olhos... Que tem um coração ainda pulsante! Não apenas uma imagem, apenas mais um rosto. Temos que trabalhar na Terra sem vaidade.
Hora de nos conhecermos para que não haja enganos nos espelhos.
Sim, nem sempre o que vemos nos espelhos somos nós. Às vezes é o espelho sujo, quebrado, rachado, para dentro como uma colher que nos faz parecer magra, ou um espelho arredondado como uma bola de cristal que nos faz parecer gorda. De vez em quando pensamos em ser algo que não somos. Somos nossos próprios julgadores, nossos próprios deuses, pois quem pode nos conhecer melhor do que nós mesmos? Os outros espelhos. Os outros espelhos nos dirão quem somos se não pararmos para nos conhecermos de verdade. É fácil nos julgarmos. É fácil dizer que pensamos de um jeito puro, mas agimos rudemente e o que conta são nossos sinceros sentimentos. Mas quando pensamos em coisas ruins e maldosas e não colocamos em prática, dizemos, na maior hipocrisia, que nos controlamos para não fazer alguma besteira, e que, se não fizemos, não conta, fomos fortes! Um julgamento justo!
Temos que exercitar nossas almas. Temos que ser puros nos pensamentos e nas atitudes. Não, ninguém aqui é perfeito, mas se continuarmos com esse pensamento, nunca seremos mesmo. Só exercitando, nos esforçando para chegar o mais próximo da perfeição.
E o que é perfeito? Ajudar os outros quando puder, se preocupar com o equilíbrio da vida, querer manter a magnitude perfeita, o ciclo perfeito. Um ajudando o outro a ser feliz, uma roda de felicidade.
Isso é se refletir e se libertar! O que geralmente acontece é alguém vir nos libertar e não nós mesmos. Muitos já devem ter batido na mesma tecla, mas o que quero dizer é que somos seres com várias portas.
Arrebente as correntes que prendem as mãos de seu irmão. Perceba que ele pode estendê-la a quem precisa se levantar ou pode socar e apunhalar o primeiro que estiver pela frente.
Arrebente as correntes que prendem os pés de seu irmão e perceba que ele pode caminhar pelo mundo ou pisar nos que estiverem em seu caminho.
Somos uma rede! Um liberta o outro. Temos tudo dentro de nós, mas não quer dizer que usaremos tudo! Momentos esforçados pedem medidas esforçadas e são nesses momentos que descobrimos a quem levantar a mão e a quem entregar uma flor, a quem devemos chutar e a quem devemos correr para ajudar.
Coloquemos um espelho a nossa frente e veremos um ângulo. Coloquemos vários, de diferentes posições e formatos, e veremos outros ângulos. Um espelho visto de cima transfere uma imagem diferente para o espelho da frente. Assim como acontece com quem nos liberta.
Várias pessoas passam por nossas vidas com pontos de vista diferentes. Libertam nossas mãos esperando um carinho, e por um momento fazemos um carinho. Não sabemos o que fazer com aquilo que libertamos e se alguém está nos auxiliando a fazer de um modo, por que não fazer?
Percebemos que nossos carinhos são ásperos, ou que não temos vocação para apunhalar alguém. E tomamos rédea da situação. Agradecemos eternamente a quem nos libertou, mas nos afastamos dessas pessoas amigas, tomamos rumos diferentes.
Espelhos diferentes, diferentes pontos de vista, mas sabemos quem somos... Ou será que não?
Ano passado passei por uma prova de fogo. Não consegui correr e sabia que tinha capacidade. Tudo por uma pessoa. Mas como eu iria correr se essa pessoa não tivesse me dado, para início de conversa, forças para eu arrebentar minhas correntes? E como saberia que tinha tanta força e capacidade se essa pessoa não tivesse me mostrado isso?
Questão de degraus. De escalar.
Mudei muito no curso também. E a primeira pedra é sempre mais difícil para alguém que nunca escalou. E não podemos julgar os outros por não saberem escalar. Temos que auxiliar para que não caiam, dar apoio, mas deixar que escolham suas próprias montanhas... Infelizmente, as pessoas não dão idéias, mas impõe. E isso faz com que as pessoas não trabalhem seus dons, as tornam incapacitadas... Por um tempo!
Mas quem disse que o tempo pára? Quem disse que os outros de fato pararão para ajudar a escalar? Se não mostrarmos o lado bom das pessoas, se não auxiliarmos... Por que ela veria isso como verdade? Nunca lhe foi apresentada outras opções. E SOZINHA será difícil chegar a uma conclusão. Somos NÓS totalmente responsáveis pela próxima geração.
Por essas e outras, decidi me mexer a um tempo. E quando havia uma prova de fogo, eu sempre saía por cima. E uma hora acabamos quebrando a cara e percebemos que algumas coisas eram mais sérias do que pensávamos.
Algumas pessoas disseram para eu desistir. Mas não “dei o braço a torcer”. Porque, por mais que me mostrem que estou ERRADA, sei que não estou. Porque está em mim querer aquilo! Então me dirão que nasci errada? Só porque não segui o conselho de alguém? Só porque recusei uma opção que não servia para mim? Me condenarão por eu querer me encontrar e encontrar meu caminho?
Boa noite! :*
Sabe, gente... Um amigo meu me fez ver o quanto mudei. Não que ele saiba que fez isso, mas eu sei. Conversando com ele reparei como estava descrente. Será que isso tem a ver com “crescer”? Algumas coisas me deixaram mais ativa, mais consciente de que precisamos tomar iniciativa e não ter tanta esperança, não se deixar esperar que “na hora certa as coisas virão”... Fazer e acontecer.
Claro que estamos toda hora mudando de acordo com as circunstâncias que nos surgem, mas tem sempre a gota da água, que é a grande revolução, onde damos a louca com aquilo que já não conseguimos engolir. E acho que o tempo que fiquei engolindo a força o que não podia mais acabou. Hora de dizer não, dar um basta e botar tudo pra fora.
E o que seria de mim sem meus amigos? Amigos que me deram estimação, que me animaram... Aqueles amigos que nos libertam!
É! Esses amigos que nos fazem perceber que temos grandes qualidades adormecidas dentro de nós e que acordam elas para nós... Nós, que temos medo de despertá-las e ver a fúria, e não conseguir controlar...
Quando eu era criança, me achava mais inteligente, sábia, esperta... Mas com pureza! Hoje me acho mais inteligente, sábia e esperta pela maldade! Mas... Desconfiança é sinal de esperteza? Desconfiar da palavra de pessoas sinceras e raras só porque outros já te magoaram? Isso parece sábio? E o mais importante: parece certo?
As pessoas podem apontar todas as coisas em você, mas se você nunca se olhar no espelho, nunca saberá como é de verdade. Precisamos refletir. Não basta olhar para o espelho, aquele vidro refletor luminoso... Temos que olhar para nós como um todo. Um
ser que respira, tem brilho nos olhos... Que tem um coração ainda pulsante! Não apenas uma imagem, apenas mais um rosto. Temos que trabalhar na Terra sem vaidade.
Hora de nos conhecermos para que não haja enganos nos espelhos.
Sim, nem sempre o que vemos nos espelhos somos nós. Às vezes é o espelho sujo, quebrado, rachado, para dentro como uma colher que nos faz parecer magra, ou um espelho arredondado como uma bola de cristal que nos faz parecer gorda. De vez em quando pensamos em ser algo que não somos. Somos nossos próprios julgadores, nossos próprios deuses, pois quem pode nos conhecer melhor do que nós mesmos? Os outros espelhos. Os outros espelhos nos dirão quem somos se não pararmos para nos conhecermos de verdade. É fácil nos julgarmos. É fácil dizer que pensamos de um jeito puro, mas agimos rudemente e o que conta são nossos sinceros sentimentos. Mas quando pensamos em coisas ruins e maldosas e não colocamos em prática, dizemos, na maior hipocrisia, que nos controlamos para não fazer alguma besteira, e que, se não fizemos, não conta, fomos fortes! Um julgamento justo!
Temos que exercitar nossas almas. Temos que ser puros nos pensamentos e nas atitudes. Não, ninguém aqui é perfeito, mas se continuarmos com esse pensamento, nunca seremos mesmo. Só exercitando, nos esforçando para chegar o mais próximo da perfeição.
E o que é perfeito? Ajudar os outros quando puder, se preocupar com o equilíbrio da vida, querer manter a magnitude perfeita, o ciclo perfeito. Um ajudando o outro a ser feliz, uma roda de felicidade.
Isso é se refletir e se libertar! O que geralmente acontece é alguém vir nos libertar e não nós mesmos. Muitos já devem ter batido na mesma tecla, mas o que quero dizer é que somos seres com várias portas.
Arrebente as correntes que prendem as mãos de seu irmão. Perceba que ele pode estendê-la a quem precisa se levantar ou pode socar e apunhalar o primeiro que estiver pela frente.
Arrebente as correntes que prendem os pés de seu irmão e perceba que ele pode caminhar pelo mundo ou pisar nos que estiverem em seu caminho.
Somos uma rede! Um liberta o outro. Temos tudo dentro de nós, mas não quer dizer que usaremos tudo! Momentos esforçados pedem medidas esforçadas e são nesses momentos que descobrimos a quem levantar a mão e a quem entregar uma flor, a quem devemos chutar e a quem devemos correr para ajudar.
Coloquemos um espelho a nossa frente e veremos um ângulo. Coloquemos vários, de diferentes posições e formatos, e veremos outros ângulos. Um espelho visto de cima transfere uma imagem diferente para o espelho da frente. Assim como acontece com quem nos liberta.
Várias pessoas passam por nossas vidas com pontos de vista diferentes. Libertam nossas mãos esperando um carinho, e por um momento fazemos um carinho. Não sabemos o que fazer com aquilo que libertamos e se alguém está nos auxiliando a fazer de um modo, por que não fazer?
Percebemos que nossos carinhos são ásperos, ou que não temos vocação para apunhalar alguém. E tomamos rédea da situação. Agradecemos eternamente a quem nos libertou, mas nos afastamos dessas pessoas amigas, tomamos rumos diferentes.
Espelhos diferentes, diferentes pontos de vista, mas sabemos quem somos... Ou será que não?
Ano passado passei por uma prova de fogo. Não consegui correr e sabia que tinha capacidade. Tudo por uma pessoa. Mas como eu iria correr se essa pessoa não tivesse me dado, para início de conversa, forças para eu arrebentar minhas correntes? E como saberia que tinha tanta força e capacidade se essa pessoa não tivesse me mostrado isso?
Questão de degraus. De escalar.
Mudei muito no curso também. E a primeira pedra é sempre mais difícil para alguém que nunca escalou. E não podemos julgar os outros por não saberem escalar. Temos que auxiliar para que não caiam, dar apoio, mas deixar que escolham suas próprias montanhas... Infelizmente, as pessoas não dão idéias, mas impõe. E isso faz com que as pessoas não trabalhem seus dons, as tornam incapacitadas... Por um tempo!
Mas quem disse que o tempo pára? Quem disse que os outros de fato pararão para ajudar a escalar? Se não mostrarmos o lado bom das pessoas, se não auxiliarmos... Por que ela veria isso como verdade? Nunca lhe foi apresentada outras opções. E SOZINHA será difícil chegar a uma conclusão. Somos NÓS totalmente responsáveis pela próxima geração.
Por essas e outras, decidi me mexer a um tempo. E quando havia uma prova de fogo, eu sempre saía por cima. E uma hora acabamos quebrando a cara e percebemos que algumas coisas eram mais sérias do que pensávamos.
Algumas pessoas disseram para eu desistir. Mas não “dei o braço a torcer”. Porque, por mais que me mostrem que estou ERRADA, sei que não estou. Porque está em mim querer aquilo! Então me dirão que nasci errada? Só porque não segui o conselho de alguém? Só porque recusei uma opção que não servia para mim? Me condenarão por eu querer me encontrar e encontrar meu caminho?
Boa noite! :*
domingo, 27 de dezembro de 2009
Fim de Ano e Um Recado!
Eu nunca tive um professor formado em Arte. Tive professores preenchendo carga horária. Tive professores que achavam que recortar, amassar e colar papel crepom era coisa de Ensino Médio e não de alunos do primário que tem que treinar a coordenação motora. Tive professores que davam a mesma tarefa “artística” para todos e não estimulavam criatividade nenhuma, pois era o aluno que tinha que se adequar aquela arte. “Não tá bom. Observe como os outros estão fazendo e faça como eles.” Imite os outros? Isso não me parece Arte! É claro que Arte exige certa disciplina e dedicação, mas desenhar uma bruxa sem significado só porque é Dia das Bruxas e não procurar algo mais profundo? Poucas vezes acertaram, como a vez em que a tarefa era fazer uma música. Algumas realmente surpreenderam, outras foram somente engraçadas... Mas foi uma das poucas vezes que vi alguns alunos se empolgarem. Isso que eu só estou falando das aulas de Arte. Porque vi alguns possíveis artistas, filósofos, biólogos morrerem dentro da sala de aula mesmo.
Tive aulas de Religião disfarçadas de Filosofia. Textos espirituais filosóficos, sabe? E algumas vezes (poucas, não vou negar) recebi uma correção para minha resposta pessoal, aquelas questões do tipo “na sua opinião”, sabe? Na minha opinião, nada! “Responde o que te ensinei a responder, guria!” Claro, isso tudo dito de um jeito amável e carinhoso...
Nunca fiz uma experiência no laboratório da escola. Aliás, tínhamos que copiar desenhos e textos do livro de biologia que levávamos pra casa. Era nosso por um ano, podíamos consultá-lo a hora que quiséssemos! Mas não, tínhamos que perder tempo na aula escrevendo um conteúdo que tínhamos em mãos só para “ter no caderno”. Como se o importante não fosse ter na cabeça. “Pode não ter o conhecimento na cabeça, mas pelo menos o colocou no caderno, então tudo bem.” Eu não fazia mesmo! E quase reprovei por isso! Ia às aulas, me comportava bem, passava nas provas... Mas não fazia esse tipo de tarefa, notável que é só “encheção de linguiça”.
Mas o que mais me irrita nisso é que os professores colaboram com os alunos nesses pensamentos “nunca vou usar isso”. E não dão motivos, não dão argumentos, não dizem é importante... Simplesmente dão um risinho! Na sua cara! E sabem por quê? Porque eles também não sabem o que estão fazendo!!! E como um aluno vai se espelhar ou valorizar o ensino se ele mesmo aprisiona o aluno?
Vejo gente que estudou comigo dizendo que não dá pra ter relações sexuais no período menstrual por contrair uma doença através do sangue. Vejo gente que estudou comigo escrevendo “arreceim” e “derrepente” e que não sabem que o M vem antes do P e B. Até hoje não sei encontrar o valor de x. Só o do cardápio!
E aí eu pergunto: valeu a pena fazer aqueles exercícios repetitivos e chatos? Valeu a pena descobrir depois de alguns anos que se foi feito de bobo, que se acreditou numa mentira porque não sabia como as coisas funcionavam (já que nunca ia usar aquilo mesmo)?
Eu vejo tanta gente ignorante por aí: no cabeleireiro falando que se cortar as pontas do cabelo, ele cresce mais; em e-mails falando que a cada compartilhamento de uma foto, 05 centavos serão doados para uma pessoa necessitada; no mercado falando que manga e leite dão dor de barriga; na delegacia falando que fulana foi estuprada porque estava de roupa curta; na rua falando que fulano está gripado porque se molhou na chuva... Enfim, gente deixando de fazer ou fazendo coisas por pura ignorância! Fora assuntos polêmicos, porque o que eu citei “não é grande coisa”, mas é assim que começa: uma burrice inocente aqui, outra ali, e pronto, você está de mãos atadas achando que sua atitude é boa... Como na escola! E era esse o ponto que eu queria chegar! O mundo está a merda que está porque não damos valor ao conhecimento e, pior, somos ensinados a isso. Mas e o pior do pior: Essas palavras já não atingirá muita gente justamente por acharem que não tem nada a ver com conhecimento. E também porque muita gente tem preguiça de ler.
Então fica o meu recado: Se vocês estão agindo bem, por que o mundo está mal? Reflitam! Um beijo e até ano que vem.
Tive aulas de Religião disfarçadas de Filosofia. Textos espirituais filosóficos, sabe? E algumas vezes (poucas, não vou negar) recebi uma correção para minha resposta pessoal, aquelas questões do tipo “na sua opinião”, sabe? Na minha opinião, nada! “Responde o que te ensinei a responder, guria!” Claro, isso tudo dito de um jeito amável e carinhoso...
Nunca fiz uma experiência no laboratório da escola. Aliás, tínhamos que copiar desenhos e textos do livro de biologia que levávamos pra casa. Era nosso por um ano, podíamos consultá-lo a hora que quiséssemos! Mas não, tínhamos que perder tempo na aula escrevendo um conteúdo que tínhamos em mãos só para “ter no caderno”. Como se o importante não fosse ter na cabeça. “Pode não ter o conhecimento na cabeça, mas pelo menos o colocou no caderno, então tudo bem.” Eu não fazia mesmo! E quase reprovei por isso! Ia às aulas, me comportava bem, passava nas provas... Mas não fazia esse tipo de tarefa, notável que é só “encheção de linguiça”.
Mas o que mais me irrita nisso é que os professores colaboram com os alunos nesses pensamentos “nunca vou usar isso”. E não dão motivos, não dão argumentos, não dizem é importante... Simplesmente dão um risinho! Na sua cara! E sabem por quê? Porque eles também não sabem o que estão fazendo!!! E como um aluno vai se espelhar ou valorizar o ensino se ele mesmo aprisiona o aluno?
Vejo gente que estudou comigo dizendo que não dá pra ter relações sexuais no período menstrual por contrair uma doença através do sangue. Vejo gente que estudou comigo escrevendo “arreceim” e “derrepente” e que não sabem que o M vem antes do P e B. Até hoje não sei encontrar o valor de x. Só o do cardápio!
E aí eu pergunto: valeu a pena fazer aqueles exercícios repetitivos e chatos? Valeu a pena descobrir depois de alguns anos que se foi feito de bobo, que se acreditou numa mentira porque não sabia como as coisas funcionavam (já que nunca ia usar aquilo mesmo)?
Eu vejo tanta gente ignorante por aí: no cabeleireiro falando que se cortar as pontas do cabelo, ele cresce mais; em e-mails falando que a cada compartilhamento de uma foto, 05 centavos serão doados para uma pessoa necessitada; no mercado falando que manga e leite dão dor de barriga; na delegacia falando que fulana foi estuprada porque estava de roupa curta; na rua falando que fulano está gripado porque se molhou na chuva... Enfim, gente deixando de fazer ou fazendo coisas por pura ignorância! Fora assuntos polêmicos, porque o que eu citei “não é grande coisa”, mas é assim que começa: uma burrice inocente aqui, outra ali, e pronto, você está de mãos atadas achando que sua atitude é boa... Como na escola! E era esse o ponto que eu queria chegar! O mundo está a merda que está porque não damos valor ao conhecimento e, pior, somos ensinados a isso. Mas e o pior do pior: Essas palavras já não atingirá muita gente justamente por acharem que não tem nada a ver com conhecimento. E também porque muita gente tem preguiça de ler.
Então fica o meu recado: Se vocês estão agindo bem, por que o mundo está mal? Reflitam! Um beijo e até ano que vem.
domingo, 29 de novembro de 2009
A Princesa Invejosa
Era uma vez, duas princesas que moravam nas torres mais altas do
castelo. Uma era invejosa e a outra era muito bondosa. Cada uma tinha um
papagaio, um presente do seu pai, o rei.
A princesa invejosa sempre invejava a irmã bondosa e dizia: - Você
é querida, todos te adoram, mas não consegue nem manter o papagaio dentro da
gaiola, se ele gostasse de você não ficaria fugindo.
Mas o que ela não sabia era que a princesa bondosa soltava o
papagaio todos os dias pela manhã, pois não achava justo ele ficar engaiolado o
tempo todo. Ele saia e sempre voltava com uma pedra preciosa ou uma linda flor
para a princesa. Ele descrevia lindas paisagens, com cachoeiras, descrevia o
cheiro de terra molhada, descrevia as cores das flores que encontrava, e de como
o arco-íris brilhava atrás das colinas. A princesa sempre ficava feliz sabendo
que havia coisas tão belas lá fora.
Enquanto isso, o papagaio da princesa invejosa sempre ficava preso.
Ela nunca deixava ele sair e como ele não via coisas novas, os assuntos eram
sempre os mesmos.
Ela perguntava: - Não é óbvio que sou mais inteligente que minha
irmã?
E o papagaio respondia: - Claro!
E ela ainda perguntava: - Não é verdade que sou melhor que minha
irmã?
E o papagaio respondia: Claro!
E assim eram as conversas que tinham. Sempre a princesa querendo
ouvir elogios do pobre papagaio engaiolado.
Enquanto isso, o quarto da princesa bondosa estava ficava cada vez
mais enfeitado pelos presentes que o papagaio trazia. E um dos presentes
preferidos dela, era um lindo diamante que brilhava em diversas cores.
Em uma noite de festa, a princesa bondosa usou o diamante.
Sua irmã, como sempre, invejou e perguntou: De onde você tirou
esse diamante?
A princesa bondosa respondeu: - O meu papagaio me trouxe.
Imediatamente a princesa invejosa foi até o quarto da irmã e
quando entrou se surpreendeu com as belezas que haviam no quarto! Abriu a
gaiola e levou o papagaio para a sua torre. A princesa bondosa voltou para o
quarto e viu que a gaiola estava aberta. Ficou triste, pois o papagaio havia
ido embora sem nem ao menos se despedir. Então foi para a torre da sua irmã
perguntar se ela não havia visto o papagaio.
A princesa invejosa se apressou em responder que o único papagaio
que estava no quarto era o dela e que a irmã estaria confundindo porque eles
eram iguaizinhos. Ela ainda disse: - Ele fugiu de você porque você é chata. Mas
a princesa bondosa nem ouviu, pois estava chocada ao ver como era o quarto da
sua irmã: Sem brilho, as paredes eram escuras, não havia perfume de flores.
Então ela foi para o seu quarto chateada pelo sumiço do papagaio.
A princesa invejosa soltou o papagaio da sua irmã e ordenou que
ele trouxesse presentes para ela também, porém o papagaio se recusava e cantava:
“Menina mimada,
não vai ganhar nada!
Solte o seu papagaio,
ele não é seu lacaio!”
A princesa invejosa respondeu: - Eu não solto ele porque ele vai
fugir de mim e quem vai ficar me elogiando? Vá você!
E o papagaio cantou:
“Se você tratar ele bem,
ao fim do dia ele vem.”
Mas a princesa invejosa continuou: - Se você não for, nunca mais
vai sair dessa gaiola!
O papagaio então fingiu que iria buscar presentes para ela e
quando ela o soltou, ele foi voando para o quarto da princesa bondosa e contou
tudo o que aconteceu: contou que o prendera, e que não cuidava bem do seu
papagaio. A princesa bondosa então foi até o quarto da irmã e a encontrou
chorando com a gaiola aberta.
- O que houve, irmãzinha? -
perguntou a princesa bondosa.
A princesa invejosa respondeu: - Soltei meu papagaio para me dar
presentes como faz o seu, mas ele fugiu! Agora eu não tenho mais nada!
A princesa bondosa respondeu: - Mas eu não solto meu papagaio para
me dar presentes. Eu solto porque o amo. E ele traz o que encontra porque me
ama. Eu nunca pedi a ele que me trouxesse nada!
A princesa invejosa chorou pela perda do papagaio, chorou até
pegar no sono. Quando acordou, viu seu papagaio com uma linda flor no bico... A
mais bela que a princesa já tinha visto.
Ele disse: - Desculpe a demora, é que eu queria te dar um presente
melhor que o da sua irmã. Agora ela vai te invejar também.
Então a princesa envergonhada percebeu que o melhor presente que o
papagaio trouxe não havia sido a flor mais bela, mas sim a felicidade
compartilhada.
Não eram as pedras ou as flores que deixavam o quarto da sua irmã
bonito. Era o amor e a amizade que havia nele.
E a partir desse dia, os papagaios saíam juntos, enquanto as
princesas trocavam e compartilhavam presentes. E como o seu coração estava
cheio de amor, a inveja foi embora, pois não havia mais espaço para ela no
coração da princesa.
P.S.: Quando eu era criança, meu pai às vezes pedia personagens que queríamos na história que ele criaria antes do meu irmão e eu dormirmos. Eu pedi que a história tivesse uma princesa e um papagaio, por conta de uma fita cassete da série do Aladdin que minha mãe havia comprado. Ele contou uma história que não lembro, mas tenho quase certeza que era de amor, onde um príncipe e uma princesa usavam um papagaio como meio de comunicação. Hoje eu estava nostálgica. Nasceu uma linda menina na minha família nesse mês de novembro e pensamentos da infância vieram a tona. Então decidi escrever essa história e misturei alguns elementos: personagens de uma história esquecida, mas que registra o sentimento de amor; e adaptações, para lembrar que o amor está em todas as gerações.
P.S.: Quando eu era criança, meu pai às vezes pedia personagens que queríamos na história que ele criaria antes do meu irmão e eu dormirmos. Eu pedi que a história tivesse uma princesa e um papagaio, por conta de uma fita cassete da série do Aladdin que minha mãe havia comprado. Ele contou uma história que não lembro, mas tenho quase certeza que era de amor, onde um príncipe e uma princesa usavam um papagaio como meio de comunicação. Hoje eu estava nostálgica. Nasceu uma linda menina na minha família nesse mês de novembro e pensamentos da infância vieram a tona. Então decidi escrever essa história e misturei alguns elementos: personagens de uma história esquecida, mas que registra o sentimento de amor; e adaptações, para lembrar que o amor está em todas as gerações.
sábado, 28 de novembro de 2009
Ilusão
Quando?
Um dia.
Um dia...
Dois dias...
Outro dia...
Mais um dia...
Mais um outro dia...
Mais...
...Um dia.
Um dia.
Espero.
Um dia.
Ainda espero.
Um dia.
Espero...
Um dia.
Vai chegar...
um dia.
Um dia.
Demora.
Um dia.
Estranho.
Um dia
Espero.
Um dia
passou?
Um dia
Esperei.
Um dia.
Não chega?
Um dia.
Não basta...
Um dia...
Nunca chegou.
Mas um dia
chegará o dia
que mostrará
que os dias
não foram em vão...
Quando?
Um dia.
Um dia.
Um dia...
Dois dias...
Outro dia...
Mais um dia...
Mais um outro dia...
Mais...
...Um dia.
Um dia.
Espero.
Um dia.
Ainda espero.
Um dia.
Espero...
Um dia.
Vai chegar...
um dia.
Um dia.
Demora.
Um dia.
Estranho.
Um dia
Espero.
Um dia
passou?
Um dia
Esperei.
Um dia.
Não chega?
Um dia.
Não basta...
Um dia...
Nunca chegou.
Mas um dia
chegará o dia
que mostrará
que os dias
não foram em vão...
Quando?
Um dia.
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