terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Feliz 2012!

Um ano termina e um outro começa, mas os votos de felicidades sempre continuam porque a felicidade não está em um ano ou em um mês, está em nossos corações sempre.
Apesar das perdas e momentos difíceis, conseguimos tirar de letra quando temos felicidade. Mas como se consegue felicidade? Tendo amor no coração. Temos que entender que o amor é tudo, ele é pleno, ele não é só a rosa, mas também o espinho. E pode ser apreciado com graça se revestirmos nossas mãos com luvas de gratidão e fé. A vida fica mais leve quando somos gratos, e quando somos gratos, cuidamos. Quando cuidamos, temos em abundância. A fé nos ajuda a prosseguir, mas para termos fé, é preciso termos esperança, para termos esperança é preciso enxergarmos possibilidades, para enxergarmos possibilidades é preciso conhecer e descobrir novidades, abrir a mente, sair da mesmice, por mais confortável que ela seja, pois a fé não é antolho que se usa para não desviarmos dos caminhos, mas sim o amor que usamos para conhecê-los. A fé não se usa no seguro, mas no incerto, no novo! Então desejo que o encanto do Natal brilhe em seu coração o ano todo e que não nos percamos de nós mesmos esperando as coisas acontecerem. Que não sejamos aquela nuvem cinzenta que espera pelas outras nuvens cinzentas para finalmente chover, e sim aquela nuvem atrevida que chove mesmo sozinha e mesmo que esteja fazendo Sol para que possamos formar um belo arco-íris na vida das pessoas, real e abstrato - como o Amor. Que 2012 seja mais uma escada para o aperfeiçoamento da nossa alma! Érica Leite Saez / 2011

P.S.: Meu amigo disse que esse texto ficou tão bom que mandou eu me preparar psicologicamente para vê-lo com a autoria de Chico Xavier ou Clarice Lispector rodando por aí. Todo texto bonito o pessoal coloca no final alguém super conhecido para validar. Mas eu disse a ele que se isso acontecesse, apesar de chateada, não ia ser o fim do mundo, afinal o que falei no texto não foi ideia minha, foi a percepção que tive da vida. A ideia já estava lá antes mesmo de eu nascer. Tudo aqui na Terra nos é emprestado. Não criei o amor, o percebi. Amor não é posse para nos apegarmos. Ele é liberdade. E bem, desde que circule e traga conforto para quem lê, é o que conta. Paz para vocês! :*

segunda-feira, 25 de julho de 2011

O Amor de Uma Sailor Senshi

Nossos caminhos se dividem
As estrelas decidiram assim
Então não perca o seu rumo
Não se esqueça sobre si mesmo
É o que mais amo.

A distância é grande
Mas do Universo conseguimos ver
Esse deserto amanhecer.

E as lágrimas cintilantes que chorei por ti
Se tornarão estrelas brilhantes
Iluminando, apontando e guiando o caminho.

Cada tristeza e alegria que sinto
Deixa um eco num sonho sem fim
Quando desejo poder escapar dessa escuridão
Te busco dentro do meu coração.

E as lágrimas cintilantes que chorei por ti
O tempo as congelará no céu
E se tornarão estrelas brilhantes
Que arderão da escuridão ao infinito 
Para além do céu azul e do mar
Perseguirei meus sonhos com amor
Seu olhar não pertencente aos ventos
De um futuro egoísta
Me disseram para fazer isso
Sem desespero
Pois ainda estamos no mesmo Universo...

domingo, 24 de julho de 2011

À imagem e semelhança de Deus

Crise.
Crise até na crise
Minha crise é existencial
Ou não existencial?

Minha crise cristalina
cristaliza o tempo
É transparente, mas sólido.
O arco-íris
Dentro do tempo cristalizado
É visível, mas abstrato.

O que há em cima
Assim há em baixo
A flor de cinco pétalas no campo
É a estrela de cinco pontas no céu

O mar é o espelho
Enquanto para nós o Sol sobe
Para ele o Sol desce
E mesmo com o Sol dentro dele
Ele continua escuro
E mesmo o Sol dentro do Universo
O Universo continua escuro

E no fundo do mar
Nós somos o tesouro perdido
E no fundo do Universo
Nós somos o amor soberano

E o amor não é a luz do lado de fora
O amor é a escuridão do lado de dentro
O amor é a escuridão tentando se descobrir
O amor é a escuridão cheia de estrelas.

Na luz, fazemos sombras,
mas na sombra lançamos luz.
Na escuridão do Universo há luz infinita
Incontáveis estrelas reluzentes.

A Escuridão é cheia
de Estrelas desconhecidas
A ignorância não faz
Com que elas desapareçam.
Isso nem rimou.
Então mergulhe.
O tesouro está lá
Onde está o vosso coração.

E os reis cantam:
"Per aspera ad astra
Vincit qui se vincit!"

Mas não quero alcançar o estrelato
Ser eterna e solitária no Universo
Quero ser estrela
no Universo do seu olhar
Quero pertencer ao seu olhar
Não olhe para mim
Como uma estrela cadente qualquer
Mesmo assim, faça seu desejo quando eu partir
Para podermos nos amar infinitamente

Olhe seu reflexo no espelho do mar
Você não saberá se são lágrimas ou estrelas
Que estão nascendo nos seus olhos
Mas é o único lugar onde o Destino
Estará passando com sua rede
Pescando desejos,
Sementes de sonhos,
Para plantar em solo fértil
No Universo.

sábado, 23 de julho de 2011

Fogo, Ego, Água

O fogo viu a água.
A água viu o fogo.
A água pensou:
"ele emana um brilho maravilhoso!"
O fogo pensou:
"ela reflete um brilho fabuloso!"

O fogo quis impressionar
E decidiu sobejar
Mas ao invés de ver o reflexo do seu fulgor
Viu a água se transformar em vapor
A água virou nuvem e choveu
E o brilho do fogo enfraqueceu

Ela voltou e quis impressionar
Começou a se inquietar
Perturbar e se ondular
Para refletir um brilho
que não era seu
E fazer o fogo invejar
Aplaudir e admirar
Mas sua agitação respingou
E no fogo tocou
E ao invés de vê-lo aplaudir
Viu ele sumir

E o ego do fogo
Não é como o ego
Da água
Que evapora
Vai embora
Se transforma
E está de volta
Ele some
Quando não consome
Ele morre.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Lua Nova

Dentro de nós temos
o potencial para sermos
o que quisermos!

Temos capacidade para mudarmos
conforme a Terra gira,
conforme a estação nos obriga,
conforme a água repuxa,
conforme o tempo vira,
e de acordo com as fases da Lua.

Eis a prova:
A Lua não some do céu
quando é Lua Nova.

É o mesmo planeta,
o mesmo ar,
o mesmo céu,
mas em situações diferentes.

A Lua não deixa de ser prata
quando a vemos laranja
no horizonte.

Nem deixa de ser redonda
quando a vemos fininha
no alto do monte.

A lua não some do céu
quando é Lua Nova.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Amor Venusiano

Teu amor é de outro mundo
Eu diria que é venusiano
Porque vivo no mesmo dia,
Já faz mais de um ano.

Mas vê se me cobre
com o cobre
dos teus cabelos

Pois eu não quero mais
Olhar para esse teu espelho

Onde fui procurar
meu reflexo de verdade
e o que encontrei
foi uma dura vaidade

Eu acreditava estar no Paraíso
Até ir ao Inferno
Conhecer os anjos.

O meu olhar vê nus
despidos
e descobertos
os vê-ne-nus
que venerava
o meu reflexo
tóxico.

Então vê se me cobre
com o cobre
dos teus cabelos.

O amor é invisível, abstrato,
logo o seu reflexo se converte em infinito.
A vaidade é concreta e quebra
logo o seu reflexo se converte em pedra

Então vê se me cobre
com o cobre
dos teus cabelos

Para eu poder olhar
para dentro desse espelho
que inverte inveja
reflexa e convexa
e espelha espalhando
o flexo do reflexo

Desse amor venusiano
cosmopolitano

E convexo.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

"A vingança nunca é plena..."

Eu acredito que o segredo para estarmos em paz com nós mesmos é saber identificar a origem dos problemas e não apenas procurar os culpados. Quando identificamos a origem NÓS podemos tomar medidas para evitar a repetição do problema, quando identificamos culpados ELES precisam ter boa vontade para se responsabilizarem pelo problema. E se não o fizerem nem tiverem a punição que acreditamos que mereçam, para que sintam nossa dor, desejaremos vingança e passaremos a viver em função dela. Cada vez que eles sorrirem e tiverem sucesso em algo, pensaremos "como ousam querer felicidade depois tudo o que fizeram?", mas não podemos controlar os ares, apenas as velas do nosso barco.

A vingança é um sentimento de revanche, não há problema a ser resolvido nem uma lição a ser aprendida. Já dizia Seu Madruga: "A vingança nunca é plena, ela mata a alma e a envenena". Apesar da felicidade a curto prazo, esse sentimento nos causa a infelicidade porque é desgastante ter que se vingar o tempo todo. E nos sentirmos infelizes é sinal de que perdemos nosso ponto de referência ao seguirmos ideias alheias e vivemos num mundo ilusório.

A vingança nos dá essa sensação de poder, de liberdade, de dono de nós mesmo e da vida dos outros. Nos sentimos invencíveis, indomáveis. Mas isso porque ela não tem limite. E o problema é justamente esse. Nunca alcançaremos a vingança satisfatória. É necessário demarcarmos os limites. Se não o fizermos seremos absorvidos e absorveremos tudo incluindo o indesejado.

A vida fica mais leve quando percebemos que os problemas são causados pelas inseguranças e imperfeições que temos. Quando nos colocamos como responsáveis, viramos responsáveis e cuidamos para que o problema causado por outrem não se repita. Crescemos com a experiência, evoluímos, identificamos e disciplinamos nossos pontos fracos - sim, nossos, é sempre bom ter em mente que aquilo que você acredita a respeito de si próprio também é sua proteção e projeção - e aprendemos a dominar as correntes do rio, nadando e se movendo com graciosidade, causando pouca perturbação na água.

O aperfeiçoamento busca a perfeição, não o contrário. Se já estamos todos perfeitos, como conceber a ideia de nos aperfeiçoarmos? Devemos, primeiramente, aceitar as imperfeições, tanto em nós quanto nos outros. Estamos todos em processo de aprendizado. Não seja o espelho de quem errou com você, seja você mesmo.