sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Fazendo Meu Filme


Muitos decepcionados dizem que a vida não é como nos filmes, pois ali tudo foi ensaiado e revisado mais de mil vezes, e tudo está no roteiro. Na vida temos que improvisar! Na vida não controlamos a fala do outro e se errarmos não há um “corta!”
Mas isso é para quem acha que o filme começa ali e termina ali. Equipamentos em falta, tempo ruim, ator doente... E o roteiro terá que ser adaptado.
O erro das pessoas é não perceber que filmes podem imitar a realidade, assim como podem mudá-la.
Filmes podem te honrar, assim como podem te ofender.
Filmes podem te motivar, assim como podem te deixar triste.
Filmes podem ser documentários, assim como pode ser uma ficção.
Filmes podem ser feitos por pessoas como você, assim como pode ser feito por pessoas diferentes de você.
Porque filmes são ideias! E nas ideias sempre pensamos que o melhor há de vir. Ou que o pior há de vir. Esperamos uma coisa e recebemos outra. Assim como na vida.
Ensaiamos dia após dia e no dia da “concretização”... Um imprevisto!
Mas algum dia fará sol e é bom que tenhamos ensaiado direitinho. Ou você acha que aquela cena perfeita do pôr do sol, foi feita de primeira, sem erros ou gritos do diretor dizendo “apressem-se”? Sua vida é um filme sim... Só não foi bem ensaiado para ter um “final feliz” AINDA. :)

Começo, Meio e Fim


Cerca de 40 pessoas.
“Há muitos começos, mas apenas um fim.”
10 concordaram. Outras discordaram de cara. Outras acharam que não era bem isso.
“Há apenas um começo, mas muitos fins.”
10 concordaram. Outras discordaram de cara. Outras acharam que não era bem isso.
“Há apenas um começo e um fim.”
10 concordaram. Outras discordaram de cara. Outras acharam que não era bem isso.
“Há muitos começos e muitos fins.”
10 concordaram. Outras discordaram de cara. Outras acharam que não era bem isso. Mas pelo menos as 40 estavam com a mesma motivação: Fazer algo no meio da história.



(Muito embora alguns leitores concordem com essa motivação, outros discordem de cara, e outros achem que não é bem isso...)

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Discurso da Compensação

Uma regra que a sociedade impõe é: não levar problemas da vida pessoal para a vida profissional; não misture as coisas.
É... Mas levar problemas do trabalho para a casa todo mundo pode, né? Claro. Nenhuma empresa quer que seus negócios acabem indo mal porque seus funcionários estão mal. Mas todos concordam que quando sua vida pessoal está as mil maravilhas, isso reflete no trabalho. Aí a regra não vale, né?
Não deveríamos tirar o ânimo e deixá-lo pendurado no vestuário até a hora da saída como fazemos com o desânimo? Seria um tratamento desumano! E eu fico feliz ao ver que algumas empresas estão mudando esse conceito, que estão dispostos a conversar sobre adaptações com seus empregados, que tenham notado que você só pode ter amor a sua profissão se levar ela para o lado pessoal. Não que muitos façam isso com boas intenções, mas já foi testado o método “não misture sua vida pessoal com sua vida profissional” e os resultados não foram satisfatórios. A vida é assim: falhar e modificar. Inclusive indico o livro Ócio Criativo.
Profissão é uma escolha e escolhemos a partir do pessoal, a partir das nossas descobertas pessoais, dos nossos “dons”... Profissão não deveria ser uma obrigação. Bom, com certeza é algo que exige responsabilidade, mas a responsabilidade tem que ser trabalhada no pessoal. O que mais tem aí é gente que não ama as regras, apenas as obedecem. Mas por quê não as amam? Porque não veem sentido!
Vai parecer que estou fugindo do foco, mas compreendam que estou apenas entrando nele: Não amamos de verdade.
A resposta para esse pensamento está no que ouvimos na infância e armazenamos no cérebro como sobreaviso, consulta (como as lições hipnopédicas no livro Admirável Mundo Novo). O que ouvimos é fruto da falta de tempo para educar corretamente uma criança: o discurso de compensação. É mais rápido comprar uma criança dizendo “faça isso que é sua obrigação e depois você pode brincar” ou “come toda a comida que depois você ganha chocolate” do que sentar ao lado da criança e explicar, calmamente, os motivos pelos quais ela deve fazer tais coisas e ficar ali o tempo que for preciso.
Querendo reações imediatas, pecamos em não dar explicações. As pessoas podem até se acostumar ao “só sei que fiz e deu certo”, mas no fundo elas questionam o por que das coisas... E as fazem por pura obrigação, sem pensar em consequências e motivos.
Quem quer ter um filho tem que ter tempo para eles. Eu entendo quando o caso é de descuido e a criança não foi planejada: os pais correm para pagar as contas. Mas para um casal que planejou, não parece um plano muito bom, né? Ter um bebê e depois jogar na cara dele que você “se matou trabalhando” para dar as coisas para ele, como se ele tivesse pedido para vir ao mundo. E qual era o plano? Ter mais uma boca para alimentar, não ter tempo para ela e dizer que “a vida é assim mesmo” só para “encher a casa”? O pior é que não parece errado e, perante alguns olhos, nunca pareça porque foi algo que foi testado e deu certo para alguns. Então se der errado para outros o problema é dos outros. O que esperar de uma sociedade que aprendeu que “democracia” significa “maioria”, né?
“Ah, mas você fala isso porque não tem filhos” não é um argumento válido. Aliás, posso não ser mãe, mas sou filha e só repete a educação que recebeu, quem não tem cabeça para fazer uma nova. Tanto que conheço “pais assim” e “pais assado”.
“A paternidade, ao contrário do que julga o senso comum, não é uma habilidade que aflora naturalmente quando o homem tem sua cria, mas sim um ofício para o qual já se deve ter uma predisposição, uma certa dose de talento e muita paciência.” – (João, Maria e os Outros)
É claro que podemos aprender na prática, mas não é como na escola; se você errar, não terá outra chance. Você pode errar, apagar e corrigir o erro sim... Mas ficará para sempre a marca do lápis por trás da correção. Ou como diz aquela história “não basta tirar os pregos da tábua: ela nunca mais será a tábua lisa de antes”.
E por isso que as boas intenções não importam. O discurso de compensação não importa. Devemos amar a intenção e esquecer o real problema? Devemos nos drogar com a ilusão da boa intenção do que realmente viver o amor? A coisa boa não anula a ruim. O que acontece de fato é que um lado fica sobrecarregado e o outro vazio, além de criar pessoas visando no lucro, desencadeando a filosofia do “pagando bem que mal tem”? Alô? Uma coisa não compensa a outra! Não dá para alimentar a alma com feijão, assim como não dá para alimentar o estômago com carinho. Mas ai de nós se reclamarmos do nosso direito de viver e sobreviver! “Escolha um e contente-se!” É o que a cultura da compensação nos impõe: a não reclamar de algo porque temos outro. “Sua ingrata!”
Querer o que é seu por direito não é ser ambicioso. “Você não tem direito a nada! Tudo o que vier é lucro!” E isso dito por pessoas que QUISERAM te trazer ao mundo.
Por isso fica difícil as pessoas amarem ou, até mesmo, odiarem umas as outras. Nada é intenso. Não sabemos o que sentimos pelas pessoas que nos cercam porque não as conhecemos. Mas como elas nos dão presentes em datas “especiais” ficamos com a impressão de que elas se importam conosco. Mas elas não se importam. Elas se importam com elas mesmas. Como é tradicional, elas se sentem mal em não dar um presente... Pesa na consciência delas! Então elas dão. Tanto é verdade que muitos nem pensam de verdade na pessoa: dão um “vale-presente” e pronto, sua missão social foi cumprida. Como diria Mario Cortella: “vale-presente é o ápice do anonimato”.
Uma pessoa que é amada todos os dias do ano não vai dar falta de presentes. Mas uma pessoa que não se sente amada fica ofendida se não os recebe porque é a confirmação de que ela não ocupou o pensamento de alguém nem por alguns minutos. E a pessoa que não se sente amada e recebe presentes, pelo menos vive na dúvida “Você pode não me dar uma migalha de atenção durante o ano inteiro, mas se me trouxe bombons isso deve significar alguma coisa”. Desses três grupos, particularmente, prefiro o primeiro.
Continuando: não amamos de verdade, porque não conhecemos a verdade. As pessoas querem um amor incondicional, mas vivem impondo condições... E se questionamos? “Sou livre e desimpedido para fazer o que quiser e você não tem nada a ver com isso”. Livre e desimpedido para mentir? E não temos nada a ver com isso? Desculpem-me, mas quem mente é porque está dependendo sim da aprovação de alguém!
Aprendemos a amar de mentirinha, o lado bom... Aprendemos a amar o chocolate depois do almoço e não a refeição; aprendemos a amar o lazer depois da tarefa e não a tarefa; aprendemos a fazer as coisas por obrigação, a contragosto... Ao invés de amar suas regras, se doar conscientemente, gostar de ser parte responsável.
Outro efeito causado pelo discurso de compensação: Achamos que merecemos as coisas se nos esforçamos. Não merecemos nada! A vida é uma ação e reação que muitas vezes, sem querer ser conformista, não depende de nós. Não basta criar vergonha na cara, tomar coragem e ir falar com a pessoa amada esperando que depois de meses de carinho ela vá aceitar sua declaração de amor. “Não é você. Sou eu!” E realmente não é culpa nossa!
Muita gente não gosta de ver essa realidade, e já sai falando algo do tipo “ah, não deve ter se esforçado de verdade” metendo o pé na vida dos outros dizendo que sabe o que eles fizeram ou deixaram de fazer. Ou ainda “ah, deve estar desiludida com a vida”. Sim. Comigo, pelo menos é essa a palavra: desiludida. Se eu estou desiludida é porque outra está iludida, não é? E estar iludida é bom? Viver de ilusão, é bom? Sério mesmo?
Não se pode simplesmente estar certo em meio a ignorantes. Às vezes nem a gente sabe explicar o por que é certo e daí se não sabemos explicar para os ignorantes eles tem todo o direito de desconfiar e não acreditar. Se soubéssemos tocar num ponto crucial da vida da pessoa, iríamos nos fazer entender. Às vezes o discurso é bom, mas é direcionado ao público errado. Às vezes isso me acalma e me tira a culpa... Às vezes me irrita por eu não ter conseguido atingir o público-alvo.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Bola de Cristal

- Você pode ver o meu futuro? - perguntou a moça.
- De certa forma. - respondeu a senhora.
- Que forma seria esta?
- Bola de Cristal. Você quer?
- Sim.
- Relaxe, fique de frente para a bola e reflita. E me diga o que vê.
- Eu que digo?
- Sim. O futuro é seu. Só posso te dar instrumentos.
- Mas isso não faz sentido.
- Não faz sentido você ter o controle da sua vida? Como então faria sentido eu tê-lo? Mas não desista. Me diga o que vê.
- Eu vejo eu, olhando para um bola, numa tenda de uma senhora que diz ser vidente.
- Hmmm... Mostra que você está incerta sobre o seu futuro.
- Mas é claro que estou! Se não, não estaria aqui!
- Exatamente. Enquanto estiver incerta seu futuro será sempre esse aqui.
- Mas eu não quero isso. E como faço para ter certeza?
- Você acabou de ter uma.
- Mas como eu mudo isso?
- Tem certeza que é essa pergunta que você quer fazer? “Como eu mudo?” Será que você não quer dizer “que resposta você poderia me dar para mudar isso em mim?”
- Só posso reagir se houver uma ação!
- Você quer reagir a uma coisa que não sabe o que... Não parou para pensar em ser a ação e não a reação? Ou você quer ser a reação para poder ter uma desculpa?
- Você não está vendo o meu futuro.
- Você estava até segundos atrás.
- Você é uma charlatã. Isso não faz sentido.
- Que pena... estava indo tão bem.
- Eu não acho. Não vi moral nisso tudo. Adeus. - disse a moça saindo depressa.
- A moral - começou a dizer a senhora com a esperança de que a moça ainda escutasse - é que as pessoas simplesmente não querem refletir sobre.
A moça ouviu a resposta. Mas nada mudou, pois ela não queria refletir.
Se misturou as folhas secas sopradas pelo vento, ora fraco, ora violento e desapareceu.

domingo, 22 de abril de 2012

Histórias do Dia-a-Dia VI

- O almoço está pronto!

- Vou só lavar as mãos antes.

- Tá. Vou ligar a TV pra assistirmos enquanto comemos.

Canal de culinária. Passa.
Canal de esportes e saúde. Passa.
Canal de desenhos educativos. Passa.
Canal de filmes. Passa.
Canal religioso. Passa.
Canal de artes. Passa.
Canal político. Passa.
Canal de noticiário. Para!

Pessoas morrendo, acidentes de carro, tiroteios... Controle finalmente sobre a mesa, garfo indo à boca e olhos voltados nas tragédias.

- Só sabem falar de desgraças! A gente liga a TV para ver algo de bom e só vê desgraça!

Começa uma reportagem sobre um cidadão que levou uma carteira perdida que continha cinco mil reais à delegacia para que achassem o dono.

- Jura que eu ia devolver! Eu devolvia os documentos, mas ficava com o dinheiro para mim. Se fosse tão importante para o dono, ele não teria se descuidado...

sábado, 21 de abril de 2012

Histórias do Dia-a-Dia V

Tirei esse acontecimento do meu diário quando eu tinha uns 16 anos...


Bah, tô louca da vida! Olha o que me aconteceu hoje...

Eu indo pra escola, quando um cara começa a me cantar.

Cara: E aí, gatinha!

Eu nada respondo e continuo caminhando.

Cara: É contigo mesmo, gatinha. Tu de cabelos encaracolados. Tô tri afim de ti.

Eu nada respondo e continuo caminhando.

Cara: Que isso, minha bonequinha? Não vai nem olhar pra mim?

Eu paro e olho para o meliante: Qual é o teu problema, cara? Vai procurar tuas gatinhas num lar de adoção e tuas bonequinhas nos camelôs que eu não sou um brinquedinho teu não, rapaz! Tá pensando o quê?

Cara: Que isso, menina? Eu só quis te elogiar por tu ser linda...

Eu: Então vai elogiar os meus pais. Me deixa, pô!

Cara: É que eu que adoro cabelos encaracolados...

Eu: Então compra uma peruca pra ti!

Amigos do cara: Booohhhhh... HAHAHAHAHAHA!

Cara: Nossa, guria, como tu é grossa!

Eu: Sou mesmo. Ninguém mandou vir falar comigo.

Cara: E desse jeito ninguém vai...

Eu: Se forem como você, eu prefiro que não falem mesmo. Como que tá afim de mim sem nem saber nada de mim. só por causa de um cabelo? Fútil, babaca!

Cara: Convencida!

Acho que ele disse "tu nem é tudo isso mesmo...", mas não tenho certeza do que ele disse porque eu já estava lá adiante. Só pra não levar desaforo para a casa, retruquei.

Eu: Aham, pior. Tchau.

Daí, contei para uma colega nova na turma e ela disse:
- Ah, sei lá, depois não vem reclamar que não tem um namorado...

Hã? Sério que ela achou que isso poderia virar namoro e que eu reclamaria mais tarde? O cara só fala “que gata, que linda, que isso, que aquilo” e quer que eu leve o “to tri afim de ti” a sério? E depois, ele fala isso para todas que passam. Será que ele tá afim de todas elas mesmo? Tem que ser muito ingênua para cair nessas ladainhas... Fora que eu ignorei total os comentários dele e ele insistindo. Aí se retruco sou grossa! Ah, tá, eu deveria abaixar a cabeça que nem cachorro quando se sente ameaçado, né? Me poupe...

terça-feira, 17 de abril de 2012

Histórias do Dia-a-Dia IV

Ai, ai... Adolescentes! Aquela coisa mal (in)formada. Sempre cheios de dúvidas e curiosidades... E geralmente a maioria das dúvidas e curiosidades se baseiam em “como seduzir o sexo oposto”. Ainda bem que existem revistas femininas.

Pasmem, meninos, mas as revistas femininas não servem apenas para falar de moda, cantores, testes idiotas, signos e filmes. Eu, particularmente, lia W.I.T.C.H. que era uma revista com HQ. E, claro, na maioria das matérias, se falava sobre luas, amuletos, símbolos celtas, etc... Mas há quem lia a Capricho. Não sei como anda agora, mas no meu tempo elas eram voltadas ao público adolescente e pré-adolescente. Inclusive, outra revista (Atrevida) foi alvo de críticas por comportar dois grupos, afinal de contas, quem era pré-adolescente, ficava sabendo de certas coisas antes de se tornar adolescente. Então fizeram outra revista (Atrevidinha) com temas mais ingênuos. Pois bem, voltando a Capricho da minha época, ela era recheada desses temas “superiores”.

Muitas meninas da escola aprenderam certos truques com as revistas (porque é mais prático do que conversar com a mãe, é claro) que abordavam temas como menstruação, sexo, gravidez, sexo, masturbação, sexo, drogas, sexo, que profissão seguir, sexo oral, beijos calientes...

Pois bem, é aí que começa a história. Sim, essa história começa com sexo oral e beijos calientes.

Acontece que uma menina (e eu vou chamar de menina para não expô-la) decidiu ler dicas de sedução e carícias excitantes... E lá estava marcado em um item: - No sexo oral, você pode incrementar com um chiclete: além de deixar um gostinho bom na boca, o rapaz vai adorar a sensação de “duas linguas”.

Ai, ai... O que seria das meninas sem essas revistas instrutivas? Elas leem e tudo parece tão fácil, bonitinho, sexy... Pois bem... A menina então decidiu que no dia seguinte ia surpreender o carinha que ela gostava (até porque oral não engravida e você ainda pode dizer para sua mãe “sou virgem” sem culpa nem remorso de estar mentindo). Então, a Fominha, que nem tinha colocado o chiclete na boca e já tava pensando em chupar pirulito, encontrou o carinha que ela gostava no corredor da escola e perguntou se ele ia ficar em casa depois da aula.

Pronto. Tava tudo armado (literalmente, se é que me entende) e depois da escola a menina foi lá na casa dele... Então o clima começou a esquentar! Ela pegou seu chiclete discretamente e “caiu de boca”. Então a coisa começou. Mas... Ela não estava sentindo tanto desejo naquilo, então cada vez que ele empurrava, ela abria a boca e ia para trás. E numa dessas o chiclete cai nos pentelhos do rapaz. E de repente, ela começou a gostar sem o chiclete para incomodar.

A menina começou a chupar, puxar, mordiscar... E o chiclete se enrolando cada vez mais... Lá!

Que momento agonizante. O rapaz não sabia se tirava a menina ou se deixava. Mas logo, logo a menina se deliciou com uma substância líquida que até hoje preferimos acreditar que era o recheio do Babaloo e tudo acabou. Ela saiu sorrindo maliciosamente e disse “até amanhã”.

E o menino ficou com aquela porra sem açúcar grudada no saco! Pelo menos, se a menina desse brecha pra penetração, o cara não precisaria se preocupar com camisinha. Só ia ficar estranho um pênis rosa, mas e daí? Vagina não tem olho mesmo. Manda ver! \o/ Como ela não deu brecha pra penetração e partiu logo em seguida, ele foi para o quarto muito puto, pegou uma tesoura e tirou aquilo fora (o chiclete!...) e para deixar tudo parelho, pegou o aparelho de barbear do pai e raspou tudo.

E começou a dar coceira.

E começou a incomodar.

Foi para o quarto fazer massagem no amigo sofrido, quando seu pai chegou em casa... Com vontade de fazer a barba.

E o aparelho estava cheio de pentelho. O que fazer? Ele se trancou no quarto e começou a rezar, quando no auge dos seus arrependimentos uma luz o ilumina. Era a janela do quarto que estava aberta. Ele então decidiu sair pela janela e voltar apenas quando tivesse inventado uma boa desculpa por ter usado o aparelho de barbear. Mas no momento do pulo ele escorregou batendo com o saco na janela e gritou: AAAAAIIIIIIIIIIII!

Seu pai arrombou a porta do quarto, o viu na janela e o cenário já estava montado para que a verdade fosse dita. Mas quando o pai perguntou o que tinha acontecido, o rapaz apenas respondeu: DOR NO SACO. E caiu.

Ele nunca mais quis saber de chiclete, nem de boquete, nem de se barbear e aprendeu a fugir sempre pela porta.