sexta-feira, 22 de julho de 2011

Lua Nova

Dentro de nós temos
o potencial para sermos
o que quisermos!

Temos capacidade para mudarmos
conforme a Terra gira,
conforme a estação nos obriga,
conforme a água repuxa,
conforme o tempo vira,
e de acordo com as fases da Lua.

Eis a prova:
A Lua não some do céu
quando é Lua Nova.

É o mesmo planeta,
o mesmo ar,
o mesmo céu,
mas em situações diferentes.

A Lua não deixa de ser prata
quando a vemos laranja
no horizonte.

Nem deixa de ser redonda
quando a vemos fininha
no alto do monte.

A lua não some do céu
quando é Lua Nova.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Amor Venusiano

Teu amor é de outro mundo
Eu diria que é venusiano
Porque vivo no mesmo dia,
Já faz mais de um ano.

Mas vê se me cobre
com o cobre
dos teus cabelos

Pois eu não quero mais
Olhar para esse teu espelho

Onde fui procurar
meu reflexo de verdade
e o que encontrei
foi uma dura vaidade

Eu acreditava estar no Paraíso
Até ir ao Inferno
Conhecer os anjos.

O meu olhar vê nus
despidos
e descobertos
os vê-ne-nus
que venerava
o meu reflexo
tóxico.

Então vê se me cobre
com o cobre
dos teus cabelos.

O amor é invisível, abstrato,
logo o seu reflexo se converte em infinito.
A vaidade é concreta e quebra
logo o seu reflexo se converte em pedra

Então vê se me cobre
com o cobre
dos teus cabelos

Para eu poder olhar
para dentro desse espelho
que inverte inveja
reflexa e convexa
e espelha espalhando
o flexo do reflexo

Desse amor venusiano
cosmopolitano

E convexo.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

"A vingança nunca é plena..."

Eu acredito que o segredo para estarmos em paz com nós mesmos é saber identificar a origem dos problemas e não apenas procurar os culpados. Quando identificamos a origem NÓS podemos tomar medidas para evitar a repetição do problema, quando identificamos culpados ELES precisam ter boa vontade para se responsabilizarem pelo problema. E se não o fizerem nem tiverem a punição que acreditamos que mereçam, para que sintam nossa dor, desejaremos vingança e passaremos a viver em função dela. Cada vez que eles sorrirem e tiverem sucesso em algo, pensaremos "como ousam querer felicidade depois tudo o que fizeram?", mas não podemos controlar os ares, apenas as velas do nosso barco.

A vingança é um sentimento de revanche, não há problema a ser resolvido nem uma lição a ser aprendida. Já dizia Seu Madruga: "A vingança nunca é plena, ela mata a alma e a envenena". Apesar da felicidade a curto prazo, esse sentimento nos causa a infelicidade porque é desgastante ter que se vingar o tempo todo. E nos sentirmos infelizes é sinal de que perdemos nosso ponto de referência ao seguirmos ideias alheias e vivemos num mundo ilusório.

A vingança nos dá essa sensação de poder, de liberdade, de dono de nós mesmo e da vida dos outros. Nos sentimos invencíveis, indomáveis. Mas isso porque ela não tem limite. E o problema é justamente esse. Nunca alcançaremos a vingança satisfatória. É necessário demarcarmos os limites. Se não o fizermos seremos absorvidos e absorveremos tudo incluindo o indesejado.

A vida fica mais leve quando percebemos que os problemas são causados pelas inseguranças e imperfeições que temos. Quando nos colocamos como responsáveis, viramos responsáveis e cuidamos para que o problema causado por outrem não se repita. Crescemos com a experiência, evoluímos, identificamos e disciplinamos nossos pontos fracos - sim, nossos, é sempre bom ter em mente que aquilo que você acredita a respeito de si próprio também é sua proteção e projeção - e aprendemos a dominar as correntes do rio, nadando e se movendo com graciosidade, causando pouca perturbação na água.

O aperfeiçoamento busca a perfeição, não o contrário. Se já estamos todos perfeitos, como conceber a ideia de nos aperfeiçoarmos? Devemos, primeiramente, aceitar as imperfeições, tanto em nós quanto nos outros. Estamos todos em processo de aprendizado. Não seja o espelho de quem errou com você, seja você mesmo.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Segredo

Segredo
Segregação
Sangra
Manca
Espanca
Espanta
Afasta
A festa
A fresta
A fruta
O fruto
Desfruto
Desconto
Desconforto
Conto
O segredo

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Conheça Suas Correntes

Hoje descobri algo sobre mim mesma e queria compartilhar com vocês!

Quando eu era criança sempre fui criticada por não falar muito. Quando as pessoas me perguntava algo eu respondia com sim ou não e o assunto morria. Ninguém conseguia decifrar o assunto que estava rolando no telefone através de minhas respostas (aham, sim, não, sim, sim, não, aham, sim).

Mas hoje noto que ninguém me fazia perguntas abertas, só me faziam perguntas de sim ou não, ora bolas, então queriam que eu respondesse o quê? E como me acostumei a dá-las, quando me faziam perguntas abertas eu precisava que especificassem o que queriam saber.

Em outras épocas eu reproduzia, com certo orgulho, o discurso que eu ouvia dos outros de que “a Érica é tão quietinha”. Isso me tornava especial, pois se eu ERA assim, então era uma característica minha e ninguém poderia ser igual a mim. Mas ao mesmo tempo eu pensava “já que sou assim mesmo, então não há nada que eu possa fazer em relação a isso”.

E apesar de eu perceber isso hoje, hábitos não mudam da noite para o dia.

Se você nasceu num parto tranquilo e não abriu o berreiro por estar confortável ou sonolento, você será eternamente o quietinho. Isso porque as pessoas vão começar a falar “ele é tão quietinho” e qualquer agitação a seguir será por qualquer outro motivo. Quando falamos para um criança que ela é de um jeito, nós meio que profetizamos, nós fazemos com que ela assuma aquele papel. Nenhuma criança chamada de pestinha, chora. Ela ri e continua importunando.


Parece que quando os pais dizem, a criança ganha o aval para ser daquele jeito. Não querendo tirar o mérito da personalidade própria e da genética, mas a criança acaba entendendo que ela tem permissão para ser assim. Chamar a criança de burra, inteligente, comportada, mal-educada meio que isenta o responsável de educar e se dedicar, porque no momento em que a criança É tal coisa, nada se pode fazer. Sempre que eu fazia algo ruim, meus pais diziam "por que tu fez isso, Érica? tu não é assim, tu é uma guria responsável, educada, comportada..."

Hoje sei que era uma tática de manipulação e quando alguém diz "mas tu não pode dar bola para isso, tu é mais madura que ela, não se vingue..." eu falo "hahahaha, sou sim, sou igualzinha a ela, porque eu tenho que ser sempre mais que os outros? só para aturar tudo quieta? Nem pensar, bateu, levou!"

Ok, não sou tão vingativa assim, mas hoje entendo e, claro, já adulta tenho meus princípios. Então sei quando devo ser uma coisa e quando devo ser outra. E quando não sei eu digo que não sei.

A margem para uma criança responder “não sei” não existe. “Como não sabe? Tem que saber!” Realmente, tem que saber, mas muitos pais dizem “tem que saber” ao invés de “pesquisem para saber”. Como a criança só tem conhecimento de sim e não, ela vai acabar mentindo porque ela “tem que saber” e leva essa lição para a vida adulta com muita opinião e pouca informação. E nós só podemos quebrar nossas correntes quando sabemos onde elas estão e do que são feitas para avaliarmos qual a forma mais fácil de arrebentá-las.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

"Não Vale Nenhum Centavo, Mas Agrada a Quem Olhar"


Sempre veja os dois lados da moeda: às vezes acreditamos estar com uma moeda de 1 Real, só porque lemos "1 Real". Se olhássemos o verso, veríamos que ela é falsa. Mas a afobação de vermos um lado que indique valor já nos deixa satisfeitos.
Só porque algo tem dois lados, não quer dizer que um lado é falso e outro verdadeiro, mas sim que um consegue enganar, sem o malabarismo de dizer que é uma moeda mais atual ou meramente defeituosa. TODA [essa] moeda é falsa. Radical? Sim. Mentira? Não. Só se você vive mostrando para os outros o lado de valor e enganando as pessoas.
Não confio em gente que só vê o lado bom. Se é tão bom, por que não vê o outro lado, ser evoluído de bondade? Porque você não é bom, você é iludido com o lado que lhe parece bom.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Sobre vaidade, ganância e arrogância

Pessoas verdadeiras, honestas e sinceras consigo mesmas e com os outros, não gostam de arrogâncias. O arrogante acredita saber de tudo e procura quem corrobore suas ideologias. Os honestos admitem sua ignorância e crescem como pessoa, por isso não se vinculam com a arrogância - ela limita seus conhecimentos.
Quem se vincula aos com arrogantes são os falsos. Os falsos não se importam em se vender por troca de benefícios, não têm princípios, não têm caráter, não se importam de andar com gente que não gostam, não se importam de sorrir para quem odeiam, de darem beijinhos em quem tem vontade de dar na cara.
Os falsos não se importam se você está no caminho certo ou no caminho errado desde que você esteja lá quando eles precisarem. Eles te dizem "te aceito do jeito que é!". Os falsos têm objetivos, planos e ambições e precisam de ti no momento, então aplaudirão tudo o que você disser e darão tapinhas nas suas costas. Por isso, desconfie de elogios repentinos. Não aceite bajulação.
Agradeça ao seu adversário pelo seu interesse, pois qualquer pessoa que toma tempo para discordar contigo está interessada nas mesmas coisas que você. Pense neles como pessoas que desejam te ajudar. Se você pensar mal das pessoas, as pessoas pensarão mal de ti e você estará ao redor de pessoas cheias de pensamentos ruins e sentimentos podres e mesquinhos como a vaidade e ganância, a arrogância.
Pessoas contaminadas por esses sentimentos tendem a fazer intriga, fofoca, birra para terem mais destaque, e quando isso retorna a elas, pensam "isso é tudo inveja de mim" ou "o mundo dá voltas, eles vão ver só" e não pensam se não estariam colhendo algo que plantaram tempos atrás - mesmo que não condiga mais com sua fase atual. Por isso as coisas voltam a acontecer com elas, que pensam ser perseguição ou algo do tipo. Mas na verdade, voltam a acontecer porque não aprenderam a serem humildes, respeitosos, gratos, verdadeiros e sinceros. Querem sempre impressionar, se provar, e acabam passando por cima de seus princípios, porque pensam que é temporário e que a essência delas é o que realmente importa, afinal "eu sou uma boa pessoa, faço isso apenas como um meio para atingir meu objetivo". Mas nunca permanece temporário, nunca é apenas um meio porque é preciso criar outra mentira para sustentar a primeira e uma terceira para sustentar a segunda e uma quarta para sustentar a terceira. Começam com um floco de neve, uma mentira boba não só para agradar alguém, mas para ter sua aprovação e termina numa bola de neve de irrealidades que as esmagam.
Eu sei, no mundo há vários filmes sobre esse tema - O Mentiroso, Meninas Malvadas, Pinóquio - não é nenhuma novidade o que digo. Mas uma coisa que esses filmes nunca mostram é o que acontece depois que as pessoas mentem. Sim, porque no final todos se entendem e tudo fica bem. As pessoas precisam entender que em um roteiro de filme você pode dar o fim que tanto queria para a sua história. Bem diferente da vida real. Na vida real se você cometeu um erro, você não vai acordar com 13 anos e perceber que tudo não passou de um sonho.
Chega um momento em que não conseguimos mais respeitar algumas pessoas porque já quebramos tanto a cara, já pensamos diversas vezes "não foi por mal" e elas continuaram fazendo mal sem nenhuma justificativa plausível ANO APÓS ANO que nossa desculpas na lista de "deve ter um bom motivo" se esgotam. Fazem da vida dos outros um inferno, desrespeitam as pessoas e falam que isso é colocar limites para serem respeitadas, pensam mal das pessoas porque não entendem elas, ficam na defensiva quanto a críticas sinceras, mas reagem e perdem tempo com críticas negativas.
Quando chega nesse momento, já não acreditamos mais que a pessoa querida está confusa, perdida, mentindo ou interpretando um papel só para conseguir algo e que logo voltará a ser como era antes. A conclusão a que chegamos é que, se ela fingia em algo, era em ser aquela pessoa querida. Porque ninguém consegue sustentar uma mentira e ninguém consegue viver de um jeito que vai contra sua natureza por tanto tempo. E se consegue, isso acaba virando hábito e o hábito acaba virando um estilo de vida.
Vai ver as conversas no Whatsapp, Facebook e celular dessas pessoas. São só ofensas, sentimentos de raiva e ódio, mentiras, briga de egos...
Na hora da raiva dizemos coisas horríveis sim, mas quando isso vira hábito é algo que merece um pouco mais de atenção.
Por que você está com raiva o tempo todo? Que tipo de vida você está levando onde a raiva impera na maior parte do tempo? Se fizer uma pesquisa no teu chat, quantas vezes vai aparecer a palavra amigo, futuro, felicidade? E quantas vezes vai aparecer inveja, recalque e um monte de palavrões - como, por exemplo, desejando alguém ir se foder?
Melhor mudar o quanto antes porque quando você fizer algo de bom, as pessoas vão pensar que é por algum interesse ou benefício próprio... E o pior é que elas terão razão em pensar assim.
Você não pode vencer uma discussão porque se você perde-la, você a perdeu. E se você ganha-la, você a perdeu. Porque se você magoa, fere, contradiz alguém, às vezes você obtém a vitória, mas será uma vitória vazia porque você nunca conseguirá o bem estar do seu adversário. Então descubra por si mesmo: você prefere uma vitória teatral e acadêmica ou o bem estar de uma pessoa? - (Dale Carnegie).